Sobrevivendo na chuva e no sol

Eduardo de Ávila Enquanto esperamos as águas de março para fechar o verão, sigo daqui – ora pela janela e noutra hora na rua – apreciando esse tempo exótico de casamento da viúva. Lá no Araxá era mais comum o dito de casamento da raposa. O diferente nos dias de hoje, sem intenção alarmista dessa paranoia ambiental, era que ocorria esse fenômeno simultaneamente. Agora, diferente, … Continuar lendo Sobrevivendo na chuva e no sol

Um sábado gratificante

Pela primeira vez, em quase dez anos como blogueiro, vou postar o mesmo texto nos dois espaços que ocupo. No “Canto do Galo”, já são mais de 3500 postagens (diárias), quase na totalidade do blogueiro; enquanto no “Mirante” ultrapassadas 2500 (diárias mas minhas uma vez por semana). A primeira do Galo foi em 23 de março de 2016, já no outro iniciamos em 30 de … Continuar lendo Um sábado gratificante

Orfandade - Fonte: pixabay

Orfandade

Daniela Piroli Cabral danielapirolicabral@gmail.com É, chegou a hora. Chegou a hora de despedir de você, papai. Que susto. Que golpe mais inesperado. Você se foi tão “de repente”. Mas a verdade é que você era uma pessoa “de repente”. Chegou a hora que, a despeito da gente saber que a morte e a única certeza da vida, não estamos prontos. Tudo muda quando a morte … Continuar lendo Orfandade

Ainda existe tempo para o resgate

Eduardo de Ávila Nas últimas semanas venho dividindo minhas curtas férias, de duas semanas, depois de quase vinte anos sem uma parada dessa magnitude. Sim, foi tão significativa que justifica o abuso da expressão. E tão importante e igualmente curtida por quem me acompanha e me conhece, que tem sido prosa constante nos meus cafezinhos desde que voltei do Araxá e da Argenita. Esse arraial … Continuar lendo Ainda existe tempo para o resgate

Fechando o confessionário da Argenita

Eduardo de Ávila Ainda me reajustando à normalidade dos meus dias, ocorre de acordar imaginando ainda estar no sossego que Argenita me proporcionou no final do ano. Não tem fuso horário, mas meu organismo aderiu talvez a um “confuso horário” de costumes entre o arraial e a cidade grande. Fico com a opção de lá. Deitando em torno de 21hs, acordando desperto logo as seis … Continuar lendo Fechando o confessionário da Argenita

Um cadinho da Genita

Por essa e mais uma ou duas terças, ainda vou me ocupar com minha rica experiência de voltar às origens. Não tanto quanto o entusiasmo desses dias sugere, até porque na verdade meus dias de outrora eram em Araxá e as férias sim na fazenda bem pertinho desse delicioso arraial. Lá íamos papai (em algumas ocasiões mamãe), meu amigo (até hoje) Alonso, primo Randolfo e … Continuar lendo Um cadinho da Genita

Vindas e vidas do Papai Noel

Eduardo de Ávila Não tem como deixar de lembrar dos natais ao longo dos tempos. Desde quando, obediente, ia dormir sonhando com o presente no dia seguinte. É uma deliciosa viagem. Se em décadas passadas essa criança adorava o Papai Noel, agora fazendo o papel do Bom Velhinho ama a criançada puxando a barba e tendo ataques – quase histéricos – nesse contato anual. Já … Continuar lendo Vindas e vidas do Papai Noel

Reta final de um ano difícil

Eduardo de Ávila Não sou de reclamar, ao contrário, procuro sempre – espiritualmente – aprender com cada dificuldade. Entendendo a cada passo e a cada dia que o tempo impõe limites às capacidades física e intelectual, sigo oferecendo minha resistência a cada tranco que Ele manda para essa finalidade. Aprender e aprimorar! Ouvia muito, quando mais jovem, sobre amadurecimento e em seguida relacionando se faria … Continuar lendo Reta final de um ano difícil

Entre sábios e velhacos

Eduardo de Ávila Se tem algo que a mim encanta é viver e conviver com pessoas que me estimulam com sua inteligência. Só de ser aceito entre elas me basta, até porque é sinal que demonstro empatia e procuro aprender com gente que sabe a que veio nessa existência. E, confesso, aproveitei muito mais com essa gente privilegiada que nos 20 anos de bancos escolares. … Continuar lendo Entre sábios e velhacos

Graciliana

Graciliana

Rosângela Maluf Quando Graciliana se casou não houve quem não duvidasse daquilo tudo… Ainda que pobretona e sem muito saber, era moça bonita, cheia de vida, graciosa, com sua saia rodada, a andar descalça pelas ruelas da vila. E foi numa dessas ruelas que seu Tenório a viu e foi tomado por puro encantamento. Aquele velhote, fedido e desengonçado, era dono de uma imensa plantação … Continuar lendo Graciliana