Quando você chegou.

Silvia Ribeiro Quando você chegou, tive a sensação de que o destino estava me contando uma história gostosa, e eu quis experimentar. ​Entendi como é tomar um café sem açúcar, como é se divertir com apelidos pitorescos, como é impossível não sentir saudade antes de dormir e como é dar uma nova chance aos meus desejos. ​Que ousado ver alguém se alinhando com os fetiches … Continuar lendo Quando você chegou.

Um momento para re(viver)

Silvia Ribeiro ​ Pensando em manter por perto inquietas lembranças, admiti para mim mesma algumas perguntas. ​Se eu pudesse escolher um momento para re(viver), qual seria? ​O primeiro encontro na pracinha da igreja? ​O dia em que aprendi que não era possível disfarçar o desejo que saía de um lugar comum para se preocupar com o meu corpo? ​Aquela vez em que risadas inexplicáveis demonstravam … Continuar lendo Um momento para re(viver)

Escolhi viver

Silvia Ribeiro Depois que eu escolhi viver, conheci desejos dentro de mim que eu nem sabia que existiam. ​Eu sempre gostei de olhar os meus cômodos internos e ter a sensação de que tudo está arrumadinho e cheiroso. E, ultimamente, tenho aprendido a oferecer a eles alguma cintilância sem razões específicas. ​Precisando fazer algo com essas revelações, tenho passado horas conversando com esses desejos e … Continuar lendo Escolhi viver

Mudei completamente o meu penteado

Silvia Ribeiro ​Só amo. ​Amo estranhamente, sem lógica, sem eixo, sem antídotos e de um jeito esfomeado. ​Gosto de comer a vermelhidão do amor com os olhos, com a boca e com a minha cintura sabendo aonde quer chegar. ​Recebo a umidade que o amor deixa no meu corpo como quem recebe água benta para se purificar, e dou aos meus desejos tudo aquilo em … Continuar lendo Mudei completamente o meu penteado

Guardei o espelho na gaveta

Silvia Ribeiro Andei vendo uma versão minha no espelho e achei muita graça. ​Não era uma imagem que se registra numa foto para a posteridade. Ia muito além disso. ​Partes íntimas minhas explicavam com facilidade o que é “não saber quase tudo”. E o melhor: não pediam desculpas por isso. ​Uma exposição perfeita de erros e acertos convidativos se vingando do passado e contando uma … Continuar lendo Guardei o espelho na gaveta

Ver a vida com outros olhos

Silvia Ribeiro Ver a vida com outros olhos é uma vibração que poucas pessoas conseguem entender. Para mim, é poderoso estar num lugar de mudanças sem me sentir malvista. Sim, sei que a vida precisa desse fio invisível para me levar aonde eu quero chegar. Recentemente, desafiando algumas oscilações do meu coração, reparei num vasinho com flores artificiais no meu lavabo. Todas as vezes que … Continuar lendo Ver a vida com outros olhos

Com o coração no passado 

Silvia Ribeiro Não dá para ficar com o coração no passado, pensando nas fases vividas, e encher as nossas lembranças de interrogações.  Por que não mais? Essa é uma pergunta que eu tenho me feito quando eu olho a minha volta e vejo a saudade me golpeando com um bisturi experiente. Nesse movimento, eu acrescento a minha incapacidade de entender por que sentimentos e pessoas … Continuar lendo Com o coração no passado 

Onde ele andava até agora?

Silvia Ribeiro Pouquíssimas pessoas conseguem colocar o amor no tempo da delicadeza. E ele chega. Deixa o seu perfume na sua roupa, se adequa aos móveis da sua casa, muda o jeito de pronunciar o seu nome e não pergunta se você está pronta. Tira a temperatura do seu beijo de um lugar comum, move a inércia da sua cintura, te apresenta um infinito de … Continuar lendo Onde ele andava até agora?

Vou enlouquecer o meu lápis 

Silvia Ribeiro Às vezes, passo o dia inteiro pensando no que eu quero contar.  Me dá vontade de voltar ao passado e rever alguns fragmentos de histórias que ainda ficaram por lá, só para acreditar que aquilo é a minha narrativa.  Depois, penso em falar dos sentimentos que não aconteceram totalmente e nos futuros que ainda vão chegar.  E, sem perceber, eu mudo tudo e … Continuar lendo Vou enlouquecer o meu lápis 

Quantos abraços eu queria ter agora 

Silvia Ribeiro Nada substitui um abraço. Aquele que te desenha por fora e por dentro e que se torna moldável na sua alma. Acho que esse é o único gesto que não precisa de palavras. Estou aqui, eu cuido de você, vou te roubar para mim. Me dê o seu corpo, a sua febre, o seu canto. Decifre o meu desejo, faça amor com a … Continuar lendo Quantos abraços eu queria ter agora