Uma preciosidade nas mãos: Sagarana de 1946

Sandra Belchiolina Estou com uma preciosidade nas mãos: a segunda edição de Sagarana, de João Guimarães Rosa. Publicada em 1946, ela acaba de completar 80 anos. Nos últimos meses, muito se falou sobre os 70 anos de Grande Sertão: Veredas, a obra que consagrou Rosa e o colocou entre os maiores escritores da língua portuguesa. Mas, diante desse exemplar de Sagarana, é inevitável voltar alguns … Continuar lendo Uma preciosidade nas mãos: Sagarana de 1946

Minas Junina Julina

Sandra Belchiolina Minas Junina, julina, de fogueiras mil, milho na palha borbulhante em água fervente, pamonha no cio, será do tio? E a canjica fumegante dança no prato. Tem bandeirinha coloridas tremendo no varal, tem chapéu de palha e vestido de chita, tem moça faceira, sanfona aflita, e a garotada que vai e vem. Tem criança correndo, rebolando e correio elegante, uma prenda a ser … Continuar lendo Minas Junina Julina

Stonewall – o marco do movimento LGBT+

O dia 28 de junho é um marco para o movimento LGBT+. Foi nessa data, em 1969, que ocorreu a Revolta de Stonewall. O Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, na ilha de Manhattan, em Nova York, era frequentado principalmente por pessoas gays. Na época, a homossexualidade ainda era criminalizada em diversas partes dos Estados Unidos. Conta-se que a máfia italiana percebeu naquele … Continuar lendo Stonewall – o marco do movimento LGBT+

James Joyce: um escritor provocativo

Sandra Belchiolina Com a passagem do Bloomsday, celebrado no dia 16 de junho, vieram também meus reencontros e escutas com um dos maiores escritores do século XX: James Joyce,  aquele que revolucionou a escrita e a forma linear da narrativa.  James Augustine Aloysius Joyce nasceu em Dublin, Irlanda, em 2 de fevereiro de 1882. Sua trajetória pessoal foi marcada por acontecimentos intensos: os impasses de … Continuar lendo James Joyce: um escritor provocativo

Sustentação

Sandra Belchiolina sandrabcastro@gmail.com Dolores já carregava no nome o peso das dores. Conheceu Antônio, namoraram pouco e casaram logo. Criaram os filhos com esforço e dignidade. Mas a comunicação do jovem casal era precária. Ela tenta conversar. Ele respondia seco: “se casamento fosse para conversar, homem casava com homem”. Foram infindáveis noites que ouvira: “não é hora para isso”. Na cabeceira da cama do casal, … Continuar lendo Sustentação