Fechando o confessionário da Argenita

Eduardo de Ávila Ainda me reajustando à normalidade dos meus dias, ocorre de acordar imaginando ainda estar no sossego que Argenita me proporcionou no final do ano. Não tem fuso horário, mas meu organismo aderiu talvez a um “confuso horário” de costumes entre o arraial e a cidade grande. Fico com a opção de lá. Deitando em torno de 21hs, acordando desperto logo as seis … Continuar lendo Fechando o confessionário da Argenita

Um cadinho da Genita

Por essa e mais uma ou duas terças, ainda vou me ocupar com minha rica experiência de voltar às origens. Não tanto quanto o entusiasmo desses dias sugere, até porque na verdade meus dias de outrora eram em Araxá e as férias sim na fazenda bem pertinho desse delicioso arraial. Lá íamos papai (em algumas ocasiões mamãe), meu amigo (até hoje) Alonso, primo Randolfo e … Continuar lendo Um cadinho da Genita

Vindas e vidas do Papai Noel

Não tem como deixar de lembrar dos natais ao longo dos tempos. Desde quando, obediente, ia dormir sonhando com o presente no dia seguinte. É uma deliciosa viagem. Se em décadas passadas essa criança adorava o Papai Noel, agora fazendo o papel do Bom Velhinho ama a criançada puxando a barba e tendo ataques – quase histéricos – nesse contato anual. Já se vão quase … Continuar lendo Vindas e vidas do Papai Noel

Entre sábios e velhacos

Se tem algo que a mim encanta é viver e conviver com pessoas que me estimulam com sua inteligência. Só de ser aceito entre elas me basta, até porque é sinal que demonstro empatia e procuro aprender com gente que sabe a que veio nessa existência. E, confesso, aproveitei muito mais com essa gente privilegiada que nos 20 anos de bancos escolares. Sem desconsiderar a … Continuar lendo Entre sábios e velhacos

Presentes que me dou: A Feira Livre (4)

Rosangela Maluf No bairro onde moro, tudo de mais importante e necessário fica a menos de três quarteirões do meu prédio. Sendo assim, com todo o cuidado que a situação exige de nós, faço “de um tudo”, sem o menor receio, sem absolutamente nenhuma neurose e com toda segurança. Não me privo de sair diariamente para resolver uma coisinha ou outra que não pode esperar! … Continuar lendo Presentes que me dou: A Feira Livre (4)

Protegendo o cérebro

Eduardo de Ávila Tenho dito, não só aqui mas também nas minhas prosas diárias, que estou vivendo uma fase que sugere buscar menor incidência de conflitos e buscar valorizar o tempo de vida que me resta aqui neste plano. Tomara que outro tanto quanto já experimentei, não em quantidade (impossível) e sim em qualidade. Sem perder e/ou abandonar os princípios que me nortearam por uma … Continuar lendo Protegendo o cérebro

Resistindo ao fanatismo

Eduardo de Ávila Já começo essa reflexão, até para me posicionar, que existe uma diferença abissal entre fanático e apaixonado. Muita gente tem o hábito de, no meu caso, dizer que sou fanático com o meu Galo. Não é verdade, sou apaixonado sim pelo time do meu coração. Eu e milhões de Atleticanos, talvez o que pode me expor é o fato de não evitar … Continuar lendo Resistindo ao fanatismo

Quem matou nossos sonhos e esperanças?

Eduardo de Ávila Nos últimos dias, notadamente da semana passada, várias pessoas me perguntando “quem matou Odete?” Confesso que não coloquei o sobrenome, pois ouvia, mas sei lá como se escreve. Essa transcrição fonética, assim que soube do que se tratava, não me despertou qualquer curiosidade. Seguramente tem cerca de quatro décadas que desencantei com a televisão e seu uso em benefício de interesses que … Continuar lendo Quem matou nossos sonhos e esperanças?

Entre o delírio da ficção e a realidade

Eduardo de Ávila Gosto muito de assistir um filme, na telona, sem pipoca e longe de casa onde a todo instante alguma situação faz dar um pause e interromper a sessão. Antes da pandemia eram três a quarto vezes por semana, eventualmente um ou outro justificava até bis, mas depois da gripezinha do (IN)sensível e (IN)feliz não consegui retomar essa rotina. Uma vez por semana, … Continuar lendo Entre o delírio da ficção e a realidade

Confissões pós sessões de radioterapia

Eduardo de Ávila Já trouxe aqui, nessa conversa semanal, sobre o tratamento que estou me submetendo. Como bem o disse um sobrinho, depois de dez cirurgias, posso me considerar um vitorioso dilacerado. Parece paradoxal, mas não assim considero. Ele até só se referiu ao estado de dilaceramento pelas invasões, a consideração vitoriosa é por minha conta e pretensão. Entre essas tantas vezes que já fui … Continuar lendo Confissões pós sessões de radioterapia