Mãe Samaúma
Sandra Belchiolina Samaúma Samaúma Samaúma Uma Uma Uma Una Una Una As florestas As águas Os animais Os homens Mãe Samaúma tua honra é posta Uma Una A vida os viventes o amor te atravessam Continuar lendo Mãe Samaúma
Sandra Belchiolina Samaúma Samaúma Samaúma Uma Uma Uma Una Una Una As florestas As águas Os animais Os homens Mãe Samaúma tua honra é posta Uma Una A vida os viventes o amor te atravessam Continuar lendo Mãe Samaúma
Sandra Belchiolina A Serra do Cipó é um território de origem muito antiga. Suas rochas começaram a se formar há cerca de 1,7 bilhão de anos, quando a região ainda era fundo do mar. Com os movimentos das placas tectônicas, essas formações emergiram, dando origem a paisagens únicas, cujas marcas das águas marinhas ainda podem ser observadas em diversos pontos das rochas sedimentares. Muitas dessas … Continuar lendo Serra do Cipó: história, natureza e patrimônio ancestral
Sandra Belchiolina Depois do fio da barba do Papai Noel — aquele detalhe que faz a criança desconfiar, mas ainda assim desejar sustentar a fantasia — e depois da crença de que o calendário possa inaugurar, por si só, um ano novo, é possível avançar um pouco mais. A fantasia não é um erro da infância nem algo que se abandona com o tempo. Para … Continuar lendo Fantasia: estrutura psíquica – entre o encanto e o desejo
Sandra Belchiolina O Ano Novo também se sustenta por uma fantasia. Não tem barba, nem presentes, nem crianças ao redor – mas insiste. À meia-noite, acreditamos que o calendário é capaz de nos reorganizar por dentro. E o calendário sonha. Sonha com mudanças simples e grandiosas na mesma medida: uma casa que ainda não existe, um trabalho que promete fôlego novo, uma viagem adiada que … Continuar lendo Depois do fio, o salto: o calendário sonha
Sandra Belchiolina O Natal chega sempre sustentado por um fio invisível. Uma promessa de renascimento que nem sempre se cumpre, mas insiste. É um tempo que testa as relações: para alguns, reencontro e magia; para outros, esforço e silêncio. Ainda assim, o Natal acontece — e a vida segue, tentando não romper esse fio. Há famílias em que a noite escorre leve, entre risadas e … Continuar lendo O fio da fantasia
Sandra Belchiolina O espírito de Natal chega sem alarde. Baixa em nós como um sopro e nos lembra que Natal vem de nascer. E nascer é isso: renovar desejos, refazer promessas, insistir na esperança de um mundo mais habitável. Ano após ano, repetimos o ritual da renovação. Queremos deixar para trás o que pesa, o que fere, o que cansa. Com a proximidade do ano … Continuar lendo Luzes de Natal
Sandra Belchiolina Quarta-feira, manhã, quase tarde, minha crônica já deveria estar pronta para ser publicada amanhã. Mas, quase nunca elas estão nesse horário. Espero o último bater do sino. Ai, ai! E me ponho a pensar… O que me faz escrever toda semana e, especialmente, para uma postagem de quinta-feira, às 07h00, em um blog? A resposta não pode ser outra além do desejo pela … Continuar lendo Escrita
Sandra Belchiolina Em que rio você entra e deixa seus frangalhos? Quantos rios já te levaram gangalhos, restos de nós que o tempo desamarra? Há rios que riem, rios que te riem, rios que seguem sem perguntar destino. E você segue com eles, entre águas aguadas, agueiradas, nessas correntes que não prometem identidade alguma — Pacífico, Atlântico, tanto faz. O que importa é o que … Continuar lendo Quantos rios?
Sandra Belchiolina O correr da vida embrulha tudo — dizia Guimarães Rosa. Já Milton Nascimento canta que “o mesmo trem que chega é o que parte”, e assim a vida se repete na estação. Chega Gabriel, parte Maria. A vida gira, alterna. Uns chegam para ficar, outros partem para nunca mais. Entre risos e lágrimas, entre presenças e ausências, uma vida se conclui, outra se … Continuar lendo E a vida? Diga lá, meu irmão…
Sandra Belchiolina Às vezes, um grande poeta do interior de Minas Gerais pede passagem – e eu deixo. Afinal, alguém um dia teve a ousadia de cortar o tempo em fatias e chamar isso de ano. Um gesto quase genial: organizar a esperança como quem organiza a vida, fazendo-a operar até o limite de si mesma. Doze meses: tanto para qualquer pessoa se cansar, desgastar, … Continuar lendo Tempo