Aleia

Acho que todo mundo, quando pequeno, foi apaixonado por um cachorro, quando nada um gato. Na minha infância, tive vários cães e alguns gatos. Me lembro de dois cachorrinhos brancos com algumas manchas pretas – eram o Tip e o Top. Top mais gordinho, roliço. Tip mais esbelto, porém menos carinhoso. Eram irmãos. Já tive um gato que chamava Rivelino, pode? Veja lá se Rivelino … Continuar lendo Aleia

Saúde nesses tempos

Tomei um remédio para não ficar doente. Para não ficar doente, também fui a cinco médicos diferentes, um de cada especialidade. Internei-me no hospital para uma sequência de exames e fiz até uma cirurgia preventiva. Como senti dores, resolvi tomar vitaminas e ler a bula completa dos analgésicos indicados. Para não ter nenhum efeito adverso, não tomei nenhum. Comprei um aparelho para medir meus passos, … Continuar lendo Saúde nesses tempos

Fantasia: estrutura psíquica – entre o encanto e o desejo

Sandra Belchiolina Depois do fio da barba do Papai Noel — aquele detalhe que faz a criança desconfiar, mas ainda assim desejar sustentar a fantasia — e depois da crença de que o calendário possa inaugurar, por si só, um ano novo, é possível avançar um pouco mais. A fantasia não é um erro da infância nem algo que se abandona com o tempo. Para … Continuar lendo Fantasia: estrutura psíquica – entre o encanto e o desejo

Um cadinho da Genita

Por essa e mais uma ou duas terças, ainda vou me ocupar com minha rica experiência de voltar às origens. Não tanto quanto o entusiasmo desses dias sugere, até porque na verdade meus dias de outrora eram em Araxá e as férias sim na fazenda bem pertinho desse delicioso arraial. Lá íamos papai (em algumas ocasiões mamãe), meu amigo (até hoje) Alonso, primo Randolfo e … Continuar lendo Um cadinho da Genita

Coragem

O fato de eu caminhar, ainda que com instabilidade, em um passo  claudicante, foi, em grande parte, especialmente creditado à fé de minha mãe. Para muito além de desejar imensamente a minha recuperação dos danos causados pela poliomielite, minha doce e saudosa mãe acreditava no milagre. Algumas de suas ações, ainda que sem qualquer conhecimento médico ou científico quanto ao problema, foram cruciais para a … Continuar lendo Coragem

Um sonho meu

Rosângela Maluf Me agrada a ideia de um amor vivido gostosamente. Um amor sem cobranças, sem falsas ilusões, livre de expectativas por demais sonhadoras. Me anima a construção de uma relação de afeto, madura, baseada em trocas e confiança mútua. A responsabilidade compartilhada, o aprendizado sem pressa, estabelecido ao longo do caminho. Me encanta a possibilidade concreta de uma entrega plena, fundamentada no desejo mais puro de se doar … Continuar lendo Um sonho meu

Novo ano pela frente. Antigas decisões não tomadas vão sendo repristinadas e, assim, a vida segue. São muitos os planos que, bem sabemos, não serão implementados. Mas somos assim mesmo, deitamos na cama da espera e nos cobrimos com nossos sonhos. Vida que segue! A pensar aqui, no que poderei fazer de maneira diversa. Não posso me dar ao deleite de pensar muito pois certamente … Continuar lendo

Trabalho, trabalhadores e trocas

  Uma reflexão que tem me rondado recentemente é a seguinte: o capitalismo nos ensinou que as pessoas são substituíveis. Um funcionário de uma empresa que se demite pode ser rapidamente reposto por outro que faça a mesma função. O mundo funciona assim tanto nas empresas públicas quanto nas privadas. E isso se estende também aos trabalhadores domésticos ou informais. Qualquer trabalho pode ser igualmente … Continuar lendo Trabalho, trabalhadores e trocas

Depois do fio, o salto: o calendário sonha

Sandra Belchiolina O Ano Novo também se sustenta por uma fantasia. Não tem barba, nem presentes, nem crianças ao redor – mas insiste. À meia-noite, acreditamos que o calendário é capaz de nos reorganizar por dentro. E o calendário sonha. Sonha com mudanças simples e grandiosas na mesma medida: uma casa que ainda não existe, um trabalho que promete fôlego novo, uma viagem adiada que … Continuar lendo Depois do fio, o salto: o calendário sonha