
“Ain, mais um filme do Miranha! Já deu, né?” “Que canseira desse multiverso da Marvel!” “Isso é um esquema de pirâmide, é muito filme!” Essas e outras pérolas são ouvidas a cada nova estreia de um filme ou série do MCU, o Universo Cinematográfico da Marvel. O todo poderoso produtor por trás disso tudo, Kevin Feige, fez a melhor jogada: começou com calma, foi costurando tudo e… parece ter cansado o público com tantas produções relacionadas. Ao menos, é isso que dizem – da boca para fora. Na verdade, Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spiderman: Brand New Day, 2026) ficou com o segundo lugar de filme a chegar mais rápido ao bilhão nas bilheterias mundiais: seis dias, atrás apenas de Vingadores: Ultimato (2019).
O Homem-Aranha do MCU, vivido por Tom Holland, foi apresentado aos espectadores num filme do Capitão América, em meio a vários outros personagens da editora, e logo ganhou suas aventuras solo. Na terceira, causou sensação ao encontrar os outros Homens-Aranha, Tobey Maguire e Andrew Garfield, além de confirmar que o Demolidor da Netflix havia sido incorporado àquele universo. Dessa vez, ele chega para uma história de menor escopo. Ele não vai salvar o mundo, nem nada próximo disso. Ele dedica seus dias a proteger a cidade de Nova York, de criminosos comuns e dos modificados, como o Escorpião e o Lápide, e Peter Parker foi esquecido por todos, graças a um feitiço do Dr. Estranho.

Vivendo sozinho e amargurado, Peter observa de longe seu velho amigo Ned (Jacob Batalon) e seu grande amor, M.J. (Zendaya), sem poder se aproximar por medo de colocá-los em perigo. Em meio a essa rotina, nosso herói descobre que há uma força ou entidade possuindo pessoas comuns e obrigando-as a fazer coisas ilegais. É aí que o filme engrena, desde o início com bastante ação, envolvendo a polícia de NY e o Departamento de Controle de Danos – que deve vir a ter grande importância no MCU. As instituições são representadas por duas novas figuras: a detetive Jean DeWolff (Liza Colón-Zayas, de The Bear) e o Diretor Bill Metzger (Tramell Tillman, de Rupture), ambos bem diferentes de suas fontes quadrinescas.
Um Novo Dia leva adiante a história de Peter e tem vários pontos de sua trama aparentemente bem pensados para amarrar a outras pontas, fazendo ligações internas no MCU. Tudo calculado por Feige, que trouxe para o roteiro os mesmos responsáveis pelos três anteriores, Chris McKenna e Erik Sommers, e na direção colocou Destin Daniel Cretton, do longa de Shang-Chi (2021) e criador da série de Magnum (ou Wonder Man, inexplicavelmente cancelada). Todos que sabem como a banda da Marvel toca e não têm dificuldades em inserir as tais ligações, além do humor frequentemente visto nesses projetos. Aqui, tudo isso felizmente funciona. As possíveis ramificações políticas da trama estão lá para quem quiser somar dois mais dois, o estúdio não ousaria deixar nada mais claro e perder ingressos vendidos.
Com todos que acompanham os filmes da Marvel já de olho em Vingadores: Doutor Destino, que chega aos cinemas em 18 de dezembro e promete sacudir tudo, Um Novo Dia chega mais discreto – ao menos em sua proposta, já que financeiramente vem causando barulho. A programação dos projetos da Marvel é intensa e sabemos que Guerras Secretas vem aí, além da estreia dos mutantes mais famosos da casa. Homem-Aranha segue firme, com aventuras sólidas, que respeitam o cânone (mesmo fugindo dele, às vezes), e Feige já promete a quinta. A exemplo de James Bond, o Homem-Aranha voltará.

Holland se mostra cada vez mais maduro no papel



Ainda em cartaz nos cinemas e já disponível para aluguel em streaming, Obsessão (Obsession, 2025) é um grande fenômeno. Tendo custado meros (para os padrões de Hollywood) 750 mil dólares, a arrecadação do longa passou a marca dos 400 milhões. E não foi só esse faturamento astronômico que o diretor e roteirista Curry Barker conseguiu: as críticas têm sido muito positivas, com notas altas em sites especializados e elogios rasgados de figuras conhecidas no meio. E o filme merece tudo isso.




Quando chega aos cinemas um filme novo de Steven Spielberg, dá até vontade de colocar roupa de domingo. Pode-se gostar ou não do resultado, mas nunca duvidamos da qualidade técnica e da competência dos envolvidos, já que o diretor costuma cercar-se dos melhores do ramo. Sendo do drama mais íntimo, como em Os Fabelmans (2022), ao blockbuster frenético, como no novo Dia D (Disclosure Day, 2026), o diretor sempre traz questões interessantes para discussão (a crítica abaixo não tem spoilers).





Em sua segunda semana disponível na Netflix, O Jogo do Predador (














