Charlize Theron tenta sobreviver na natureza selvagem

Em sua segunda semana disponível na Netflix, O Jogo do Predador (Apex, 2026) é o filme mais visto no momento no streaming. Um nome pode ter sido o responsável por chamar tanto público: Charlize Theron, atriz oscarizada em seu segundo trabalho seguido para a Netflix (depois de The Old Guard 2, 2025). O outro nome importante no elenco é o de Taron Egerton, lembrado por viver Elton John em Rocketman (2019). Ou, às vezes, o público só está buscando um bom filme de aventura para se entreter. Nesse caso, talvez fosse melhor esperar pela próxima opção.

Uma pessoa é perseguida em um jogo doentio onde a vitória parece impossível e a derrota significa morrer. Essa é a trama básica O Jogo do Predador e também de O Jogo Mais Perigoso, conto de Richard Connell, lançado em 1924 e ainda hoje tido como um dos melhores de todos os tempos. Uma coisa é certa: é uma das histórias mais adaptadas para várias mídias, incluindo o rádio, com pequenas variações.

Desde a primeira versão para o Cinema, Zaroff, o Caçador de Vidas (The Most Dangerous Game, 1932 – acima), ele foi sendo recontado, às vezes com fidelidade à fonte (como no filme homônimo de 2022), ou com a adição de um alienígena caçador (Predador, 1987, e suas sequências), ou num cenário urbano (O Alvo, 1993), ou mesmo no Brasil (Bacurau, 2019). Na maioria das vezes, sem o crédito devido a Connell.

O Jogo do Predador é mais um a entrar na categoria de adaptações não reconhecidas, e leva o suspense às belas paisagens da Austrália. Depois de um grande trauma, a personagem de Theron não aprende a lição e vai atrás de mais confusão. Viciada em adrenalina, ela está sempre escalando uma montanha, descendo uma correnteza ou enfrentando caipiras mal intencionados. Com algumas alterações no conto original, temos um novo jogo de gato e rato. O problema é a total ausência de tensão. As coisas vão acontecendo, não nos importamos com ninguém ali e o que quer que aconteça, tanto faz.

O lado bom, se é que isso é bom, é que são apenas 95 minutos, a perseguição não se arrasta. Logo chegamos ao final e mais rápido ainda esquecemos o resultado. Theron e Egerton estão corretos em suas composições, mas falta ao diretor islandês Baltasar Kormákur conferir ao filme um pouco da agilidade de A Fera (Beast, 2022), que conseguia deixar o público apreensivo quanto ao destino dos personagens. Não é que O Jogo do Predador seja ruim. É apenas insosso.

Theron e Egerton se enfrentam nas paisagens da Austrália

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The Pitt finaliza sua ótima segunda temporada

Há algo de irônico no fato de uma série sobre exaustão, rotina e urgência ter se tornado uma das produções mais consistentes e comentadas da televisão recente. O fim da segunda temporada de The Pitt confirma essa impressão com uma segurança rara: não se trata apenas de prestígio acumulado em premiações, mas de um reconhecimento sustentado por uma execução que evita atalhos fáceis e prefere construir tensão a partir do que, em outras mãos, seria apenas repetição. Os dias em que as temporadas se passam são escolhidos a dedo e elas duram exatamente a jornada de trabalho da equipe.

A premissa é simples. Acompanhamos o cotidiano de plantonistas em um grande hospital de Pittsburgh, onde cada turno parece condensar uma sucessão de crises que não respeitam ritmo narrativo tradicional. A série entende que o hospital não é apenas cenário, mas um personagem, com seus próprios fluxos, falhas e improvisos. Ao recusar o glamour habitual dos dramas médicos, opta por um retrato mais funcional, quase burocrático, da emergência. É justamente dessa fricção entre rotina e caos que surge sua força. Há uma brincadeira no título: o “Pitt” faz referência à cidade, que é o nome do hospital, mas também a um poço (em inglês), algo que atrai e retém que chega a ele, como se todos ali estivessem presos.

No centro desse sistema está Noah Wyle, o Dr. Robby, liderando o elenco com uma presença que dispensa gestos grandiosos. Há um peso acumulado em sua atuação, algo que remete diretamente ao histórico do ator em ER (a boa e velha série Plantão Médico), mas sem depender dele. Wyle constrói um personagem falho, que não faz esforço pelo protagonismo, mas o assume naturalmente pela responsabilidade de ser o médico encarregado. Ao redor, o elenco funciona como um conjunto afinado, onde os destaques surgem menos por explosões individuais e mais pela capacidade de sustentar o ritmo coletivo. Cada um tem o seu momento, e o público escolhe seus favoritos.

Uma das escolhas mais restritivas, e mais eficazes, da série é manter o olhar quase exclusivamente dentro do hospital. Pouco sabemos da vida pessoal desses personagens fora dali (com raras exceções, como a participação de Brad “Chucky” Dourif), e ainda assim nos importamos com cada um deles. Não há subtramas expansivas, nem tentativas de compensar a falta de contexto com exposição fácil ou diálogos didáticos. O envolvimento nasce do acúmulo de decisões sob pressão, dos silêncios entre atendimentos e da maneira como pequenas escolhas revelam caráter. Um ponto negativo é a excelência constante de todos, que parecem gênios da medicina, incluindo os estudantes e residentes, que sempre têm as respostas e diagnósticos prontos na ponta da língua.

Os pacientes, por sua vez, deixam de ser apenas motores episódicos e passam a integrar o tecido dramático da série, alguns permanecendo por vários episódios. Cada caso carrega um peso próprio, não necessariamente por sua gravidade clínica, mas pelo que provoca na equipe. Há uma inteligência na forma como esses encontros são escritos: sem recorrer a sentimentalismo evidente, a série encontra espaço para construir histórias que começam e terminam em poucos minutos, mas deixam marcas duradouras tanto nos personagens quanto no espectador.

Com o encerramento da segunda temporada, fica claro que The Pitt ainda não atingiu seu limite. Se há uma expectativa para o terceiro ano, ela não vem de ganchos artificiais ou reviravoltas calculadas, mas da confiança de que a série continuará explorando esse equilíbrio delicado entre rotina e urgência. Em um gênero acostumado a inflar suas próprias fórmulas, sua maior qualidade talvez seja justamente saber aonde não ir.

A primeira temporada ganhou cinco Emmys, incluindo Melhor Drama

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Novo documentário de McCartney foca nos Wings

Tanto já foi falado sobre os Beatles que parece que não falta nada. Tudo já foi coberto. No entanto, Paul McCartney: Homem em Fuga (Paul McCartney: Man on the Run, 2025) mostra que ainda havia o que cobrir. O documentário, disponível no Amazon Prime Video, resgata um pouco da história de Paul para narrar a formação e as versões dos Wings. E deixa uma coisa muito clara: não foi ele quem acabou com os Beatles, ao contrário do que muitos têm pensado esses anos todos.

Numa mistura de imagens e vídeos de época e uma narração atual do próprio Paul, também creditado como produtor executivo, o experiente e premiado diretor Morgan Neville (de Lorne e 1975: O Ano do Colapso) nos leva pelos anos que sucederam o fim dos Beatles. O músico conta que se sentiu perdido, já que a banda tinha sido sua vida desde que saiu da escola. Dá para sentir muita sinceridade nos relatos, inclusive nos detalhes mais espinhosos, como o fato dele ter se visto obrigado a processar os colegas para conseguir encerrar legalmente a banda.

Nada mais natural, para Paul, que pensar em uma nova banda. Afinal, ele ficou sem rumo sem o apoio dos colegas e chegou até a pensar que não seria capaz de compor novamente. Após algumas empreitadas solo, reuniu um grupo de músicos excelentes e começou a se testar com os Wings. Para isso, precisava ter ao seu lado a pessoa que lhe era mais importante: Linda, sua esposa. Esse é um ponto que merece atenção no documentário, já que Linda era extremamente criticada à época. Paul deixa muito claro que o apoio da esposa foi essencial para a continuidade de sua carreira musical.

Assim como o casal McCartney, Denny Laine fez parte dos Wings pelos dez anos em que eles atuaram. Membro fundador da The Moody Blues, Laine ficou próximo de Paul e seguiu com eles até o final, inclusive participando de discos solo após. O documentário aproveita para apresentar outros músicos que fizeram parte do grupo, atestando a importância que Paul sempre deu a eles, nunca aceitando que dissessem se tratar da “banda de Paul McCartney”. Eram todos Wings. A relação entre McCartney e Lennon também ganha uns minutos, mostrando como os amigos de infância reataram a amizade, abalada durante algum tempo, e o impacto que o assassinato de um teve no outro.

A estreia de Homem em Fuga (uma brincadeira com a famosa canção Band on the Run) coincide com outros lançamentos dos Wings: uma caixa com um álbum duplo, um livreto e diversas fotos raras; e um livro contando toda a história. Também é imperdível a trilha sonora do documentário, trazendo apenas faixas pós Beatles, com demos, versões alternativas e o primeiro lançamento oficial de Gotta Sing Gotta Dance, música do especial para a TV de Paul.

Paul e Linda isolados na fazenda na Escócia

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Sam Rockwell e voluntários lutam contra a IA

Há um certo risco calculado em tentar fazer humor com um tema que, na prática, já deixou de ser especulativo. Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra (Good Luck, Have Fun, Don’t Die, 2025) chega aos cinemas como uma comédia de ficção científica que olha diretamente para o avanço da inteligência artificial, mas evita o tom alarmista mais comum. Projetando dois futuros, o filme começa um pouco à frente do nosso presente, com a tecnologia mais evoluída que a nossa, mas ainda passível de ajustes de segurança antes que saia do controle.

Desse futuro excessivamente tecnológico e apocalíptico teoricamente vem Sam Rockwell, em um papel que tira proveito de sua habilidade de oscilar entre o cômico e o levemente psicótico. Rockwell sustenta a narrativa com uma naturalidade que impede o filme de se perder em suas próprias ideias, nos mantendo no escuro sobre a possibilidade daquele sujeito realmente vir do futuro, enquanto o elenco ao redor funciona como um conjunto bem escolhido, mais interessado em servir ao ritmo da história do que em disputar atenção. Há uma dinâmica que privilegia o coletivo, algo nem sempre comum em produções com nomes famosos. Destaque para Haley Lu Richardson (revelada em À Beira dos Dezessete, 2016), o casal vivido por Michael Peña e Zazie Beetz e Juno Temple, que volta na quarta temporada de Ted Lasso.

O longa nos apresenta a um homem esquisito, levando o que ele alega ser uma bomba, que entra em uma lanchonete e anuncia: ele vem do futuro e precisa da ajuda de alguns escolhidos. Tudo em torno dele permanece um mistério e, aos poucos, vamos entendendo o quadro. O roteiro evita grandes reviravoltas e aposta em um desenvolvimento progressivo, deixando que o estranhamento surja pela lógica das situações, e logo nos pegamos torcendo por aquele grupo improvável.

Temos aqui um certo retorno. Depois de uma pausa de quase dez anos, quando dirigiu o pouco valorizado A Cura (A Cure for Wellness, 2016), Gore Verbinski consegue imprimir seu estilo, mesmo mantendo uma direção menos exibicionista do que em trabalhos anteriores. O roteiro de Matthew Robinson (criador de A Invenção da Mentira, 2009) contribui para isso ao manter a história dentro de limites claros, sem ceder à tentação de explicar demais ou de transformar cada ideia em um conceito grandioso.

O que sustenta o filme, no entanto, é a forma como ele lida com um tema inevitavelmente sério. A inteligência artificial surge não como uma ameaça imediata, mas como uma presença que se infiltra no cotidiano com uma familiaridade desconfortável. O humor funciona justamente por não forçar a piada: ele nasce da situação, do reconhecimento de comportamentos e da percepção de que o absurdo talvez não esteja tão distante assim. Há uma ironia constante, e contida, que evita tanto a banalização quanto o didatismo.

Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra não pretende oferecer respostas ou grandes advertências. Seu interesse parece mais modesto (e talvez mais eficaz) ao registrar um momento de transição em que o controle ainda parece humano, mas já começa a escapar das nossas mãos. É um filme que observa mais do que afirma, conduzido por um ator em sintonia com esse tom e por um diretor que volta a demonstrar precisão. Não reinventa o gênero, mas encontra um espaço próprio ao tratar o inevitável com uma dose de cautela e um humor que nunca perde de vista o desconforto.

Diretor e elenco fazem graça no lançamento em Berlim

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Glen Powell escreve o Manual Prático da Vingança Lucrativa

É possível achar na internet comentários sobre como Hollywood tenta enfiar Glen Powell goela abaixo do público. A bilheteria de O Sobrevivente (The Running Man, 2025) ficou bem abaixo do esperado e deu prejuízo. O outro filme estrelado pelo ator recentemente mal foi comentado, pode-se dizer que ninguém ouviu falar. Outro fracasso de bilheteria. No entanto, ao contrário da fraca adaptação de Stephen King, Manual Prático da Vingança Lucrativa (How to Make a Killing, 2026) é bem amarrado e divertido, e merece ser notado.

Powell é uma figura simpática cujos personagens invariavelmente têm pequenas falhas de caráter que são facilmente desculpadas. Você olha para ele em Todos Menos Você (2023) e pensa: é um safado mulherengo, mas tem um bom coração. Ou em Twisters (2024) e pensa: é um aproveitador ambicioso… Mas tem um bom coração. E assim em diante. Em Manual Prático, acompanhamos os percalços pelos quais a mãe dele passa, e ele próprio também,e logo desculpamos alguns assassinatos. Basta ele sorrir.

Conhecemos Beckett Redfellow no corredor da morte, esperando pela execução. Ele começa a contar sua história para o padre que o visita e descobrimos que ele é o herdeiro de uma família bilhardária, mas o patriarca (Ed Harris) deserda a mãe do rapaz logo que ela fica grávida. Aí, a jovem mimada é forçada a dar seus pulos e logo chegamos ao presente, com Beckett adulto pensando em como faria para herdar o que é dele por direito.

O que se segue é um filme que mescla bem uma trama de crimes planejados e humor, mantendo tudo leve, ligeiramente exagerado. Escrita por John Patton Ford, a história é inspirada em uma comédia de humor negro britânica de 1949, As Oito Vítimas (Kind Hearts and Coronets), que tinha Sir Alec “Obi-Wan” Guiness vivendo todos os parentes. Atualizando o cenário, Ford foca sua crítica nos ricos que vivem no luxo não gerando nada para a sociedade, apenas esbanjando em vidas vazias. E sobra espaço para uma pequena espetada nesses pastores midiáticos que arrecadam milhões pregando.

Ford passou por um longo martírio para conseguir realizar seu primeiro filme, o elogiado Emily, A Criminosa (Emily the Criminal, 2022), e aqui não foi diferente. O elenco mudou bastante, com a saída de Shia Lebouf e Mel Gibson, e até o título original, Rothchild, foi alterado para Huntington até chegar ao final. Ford, antes apenas roteirista, acabou assumindo a direção e conseguiu realizar seu projeto que vinha tentando desde 2014.

Além de Powell, o projeto conseguiu outros nomes interessantes para o elenco. Ed Harris faz uma participação rápida, mas impactante, como o avô de Beckett. O sumido Topher Grace, de That 70’s Show, aparece, e Jessica Henwick e Bill Camp têm papéis mais relevantes. Quem chama a atenção, no entanto, é Margaret Qualley (acima), que desde A Substância (The Substance, 2024) rouba a cena sempre que está nela. Todos estão muito bem em seus papéis e funcionam juntos. Se o nome de Powell não é o suficiente para te atrair a assistir, escolha um desses outros.

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Demolidor renasce no MCU

Depois de três elogiadas temporadas produzidas para a Netflix, a série do Demolidor foi inexplicavelmente cancelada. Fãs no mundo todo ficaram chateados e acabaram sendo responsáveis por um dos grandes momentos nos cinemas que exibiam Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (Spider-Man: No Way Home, 2021): aplaudiram de pé quando o atribulado Peter Parker contrata um certo advogado cego para representá-lo. Ali, ficou comprovado que o Demolidor de Charlie Cox voltaria a atacar.

E o título da nova série não poderia ser mais simbólico: Demolidor: Renascido (Daredevil: Born Again), mas a história infelizmente passa longe da saga homônima dos quadrinhos de Frank Miller e David Mazzucchelli. Ainda assim, teve uma bela primeira temporada, de nove episódios, e chega agora à segunda, mais uma vez exibida pelo Disney+.

Matt Murdock (Cox) ficou um ano sem desempenhar suas atividades de vigilante após um evento traumático, seguindo como advogado. Ao ver seu grande rival, o milionário Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio), se tornar o prefeito de Nova York, ele jura que o acompanhará de perto, para pegar qualquer deslize. Isso logo acontece e temos Murdock de volta ao consagrado uniforme – agora, mais escuro.

A segunda temporada começa com a caça da equipe antivigilantes de Fisk quente, procurando pelo Demolidor, enquanto outros foram capturados e não têm direito a um julgamento, visitas ou qualquer direito humano. Basicamente como acontecia na Ditadura brasileira, ou com o ICE norte-americano de hoje: um time acima da lei, que pode tudo. A crítica a práticas ditatoriais/fascistas é bem clara, direcionada a Trumps, Bolsonaros, Len Pens, Mileis, Netanyahus, Orbáns e outros filhotes de Hitler por aí. Fisk faz parte desse grupo.

Ajudam a engrossar o caldo coadjuvantes interessantes, como o ambicioso Daniel Blake (Michael Gandolfini) e a dúbia psicóloga Heather Glenn (Margarita Levieva), e até participações especiais, como o Justiceiro de Jon Bernthal na primeira e, na segunda, Matthew Lillard (acima) e Lili Taylor, além de uma heroína já conhecida da Netflix. Personagens menos conhecidos do Universo Marvel, como o Tigre Branco (Kamar de los Reyes) e o Espadachim (Tony Dalton), surgem como piscadelas aos fãs das HQs, além do consagrado Mercenário de Wilson Bethel.

Intrigas políticas, cenas bem coreografadas de lutas e o risco real que os personagens correm de morrer tornam as coisas mais divertidas. A temporada dois está apenas começando e deve reservar mais surpresas ao longo de seus oito episódios. O novo showrunner, Dario Scardapane, e os principais diretores dos episódios, Justin Benson e Aaron Moorehead, conhecem o MCU o suficiente para manter a atração atrativa para os fãs e os não iniciados.

D’Onofrio, Levieva e Cox lançaram a nova temporada em evento em Nova York

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Kevin Williamson comanda o sétimo Pânico

Chegamos ao sétimo Pânico (Scream 7, 2026), e muitos se perguntam: como? Ainda tem adolescentes para morrer em Woodsboro? A resposta, pelo visto, é: sempre. As duas atrizes principais, Neve Campbell e Courteney Cox, estão lá, com algumas adições, como de costume. A tentativa de renovar o elenco, no quinto filme, não deu muito certo e seguimos com a programação normal. E, na cadeira de diretor, além de ser um dos roteiristas, temos Kevin Williamson, que escreveu os dois primeiros filmes. O que, infelizmente, não é garantia de qualidade.

Pânico (Scream, 1996) foi tão marcante que originou uma franquia longeva. O segundo (1997) veio a toque de caixa, para aproveitar o sucesso do primeiro, e tudo levava a crer que seria uma bomba. Repetindo a dobradinha Wes Craven na direção e Kevin Williamson no roteiro, surpreendentemente foi quase tão bom quanto o anterior. O sucesso da sequência garantiu o fechamento de uma trilogia (2000), já com outro roteirista, e Craven não segurou as pontas. Esse, sim, foi bem ruim, e demorou 11 anos para o diretor aceitar voltar àquele universo, novamente com Williamson. O que se mostrou outro erro e foi a despedida de Craven, que partiu em 2015.

Depois dessas duas tentativas malsucedidas, era de se esperar que iam deixar aqueles personagens em paz. Mas os executivos do Cinema estão sempre buscando uns dólares e contrataram Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett para ocuparem o lugar de Craven. Com a pretensão de começar do zero, lançaram Pânico (Scream, 2022), sem número, mesmo sendo o quinto. Boa arrecadação e críticas animadoras garantiram a dupla em mais um exercício de metalinguagem, piadinhas e sangue, deixando claro que a fórmula estava bem gasta.

Willliamson deve ter pensado que, se alguém era capaz de revisitar aqueles personagens, era ele, o criador. Isso já havia dado errado no quarto e agora dá errado no sétimo, mostrando que o público não tem vergonha na cara. Mesmo sabendo que tem tudo para ser ruim, assiste (e tem gente que ainda perde tempo escrevendo a respeito). Pânico 7 já começa parecendo estar no piloto automático, e segue assim por quase duas horas. Neve Campbell faz uma Sidney madura, durona e cansada. Não a deixam viver em paz com a filha (Isabel May) e o marido (Joel McHale), o delegado da cidade (surpresa!).

Depois de levarem a trama a Nova York, a bola da vez é a pequena Pine Grove, Indiana, onde Sidney foi morar. Lá, temos uma nova fauna, com diversos adolescentes que podem passar de suspeitos a vítimas em segundos. É engraçado como cada personagem é apresentado fazendo expressões ou perguntas que o deixam como assassino em potencial, e a brincadeira é tentar acertar quem seria o novo Ghostface. O problema aqui é que ninguém se importa. Quando chega a revelação, o choque é pelos motivos errados.

Depois de requentarem o falecido Billy Loomis (Skeet Ulrich), Williamson traz de volta Stu Macher (Matthew Lillard), o outro assassino do primeiro filme. O esquema de pirâmide segue firme, com a trama fazendo autorreferências que te exigem ter visto os episódios anteriores para não boiar. Enquanto as mortes vão acontecendo, você olha o relógio e tenta calcular quanto tempo ainda falta para acabar. E quanto tempo vai demorar para fazerem um novo Pânico, já que este sétimo foi o que mais faturou em toda a série, tendo chegado perto dos 200 milhões de dólares nas bilheterias pelo mundo.

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Peaky Blinders voltam com um filme

Quatro anos após a (inconclusiva) conclusão da sexta e última temporada, com a ascensão do nazismo mundo afora, temos mais uma história com os Peaky Blinders (2013-2022), com a volta do oscarizado Cillian Murphy como o protagonista. E praticamente só ele, já que muitos integrantes do elenco principal ficaram de fora, o que a trama justifica – e facilita a compreensão para quem não conhecia a série. Todas as peças acabam bem encaixadas pelo criador e roteirista da atração, Steven Knight, mas O Homem Imortal (The Immortal Man, 2026) mistura uma certa melancolia a uma sensação de correria. Afinal, quem estava acostumado a ver as histórias se desenrolarem por vários episódios reencontrou Tommy Shelby na Netflix por meros 112 minutos.

Tratado como Tom por seu fiel escudeiro Johnny Dogs (Packy Lee), Shelby vive isolado em uma de suas propriedades no interior, distante de sua Birmingham, assombrado por seus muitos entes queridos levados pela violência que o cercava. Ele quer acreditar que colocar aquelas histórias no papel pode silenciar os fantasmas de sua cabeça, mas seus traumas vêm da época em que serviu na Primeira Guerra e só pioraram desde então.

É assim que reencontramos o lendário Tommy Shelby, um gângster com quem apenas um desavisado ousaria bater de frente. Ou alguém com um grupo muito poderoso por trás, caso do agente nazista inglês John Beckett, vivido por Tim Roth (o Abominável da Marvel – acima). O ator veterano é um dos novos nomes a aparecerem nesse universo. Rebecca Ferguson (a mãe de Paul Atreides na franquia Duna) vive a cigana que tentará levar Tommy de volta às ruas de Birmingham para ajudar seu filho mais velho, Duke, na pele do astro onipresente Barry Keoghan (de Saltburn, 2023). Diz a lenda que Murphy ligou para convidar Keoghan para ser “seu filho” no dia dos pais.

O toque fantasioso da trama, envolvendo espíritos, não deveria ser surpresa para ninguém, já que os ciganos Romani sempre tiveram um pé no sobrenatural. No entanto, nada disso precisa ser levado muito a sério, podendo não passar de sentimentos manifestados visualmente. Ou truques, pura e simplesmente. E a parte real é inspirada na chamada Operação Bernhard, idealizada pelos nazistas alemães, que visava desestabilizar a economia britânica ao jogar milhares de libras falsas no mercado (e inspirou o longa Os Falsários, 2007). Afinal, Peaky Blinders sempre gostou de borrar a fronteira entre os livros de História e a ficção.

Além de trazer Murphy e Knight, O Homem Imortal conta com Tom Harper na direção, papel que ele desempenhou na primeira temporada da série. A caracterização, figurino, design de produção, cenários e demais elementos de cena são fidedignos como sempre, ambientando muito bem a história de Knight. Soluções fáceis para problemas complicados já haviam aparecido na série, notadamente na temporada quatro, e acabam enfraquecendo a impressão que o filme deixa. Ainda assim, é ótimo reencontrar aqueles velhos amigos. O produtor inclusive já revelou em entrevistas que duas novas temporadas de Peaky Blinders serão lançadas em breve, levando adiante as aventuras de Duke Shelby.

Keoghan lidera o futuro dos Peaky Blinders

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Oscar 2026 – Indicados e Previsões

É chegado o momento de mais uma festa dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS), mais conhecidos como os Oscars. Com apresentação pelo segundo ano seguido de Conan O’Brien, esta 98ª edição tem nada menos que cinco indicações para o Brasil: quatro para O Agente Secreto, longa extremamente premiado de Kleber Mendonça Filho, e uma para Sonhos de Trem, produção americana que conta com o nosso Adolpho Veloso como Diretor de Fotografia.

A produção recordista de indicações não só desse ano, mas da história da cerimônia, é Pecadores, com 16, e pode ser responsável por algumas surpresas da noite. A presença de profissionais negros é a maior já registrada, o que finalmente mostra alguma mudança na Academia. É a primeira vez que teremos a categoria chamada Casting, que pode ser chamada em português de Seleção de Elenco. O Agente Secreto entrou nessa também, além de Filme, Filme Internacional e Ator Principal, com Wagner Moura com grandes chances contra o favorito Thimotée Chalamet, o sempre fantástico Leonardo DiCaprio, o veterano Ethan Hawke e o surpreendente Michael B. Jordan, que pode passar na frente de todo mundo.

Abaixo, como de costume, você confere a lista de indicados por categoria, com links para as críticas disponíveis no Pipoqueiro. O número 1 em frente indica o meu palpite para o vencedor e o número 2 indica aquele que eu gostaria que ganhasse. Se os dois coincidirem, terá apenas um X.

Melhor Filme

Bugonia

F1

Frankenstein

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra – 1

O Agente Secreto – 2

Valor Sentimental

Pecadores

Sonhos de Trem

 

Direção

Chloé Zhao – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Josh Safdie – Marty Supreme

Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra – 1

Joachim Trier – Valor Sentimental – 2

Ryan Coogler – Pecadores

 

Atriz Principal

Jessie Buckley – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet – 1

Rose Byrne – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Kate Hudson – Song Sung Blue – Um Sonho a Dois

Renate Reinsve – Valor Sentimental – 2

Emma Stone – Bugonia

 

Ator Principal

Timothée Chalamet – Marty Supreme

Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra

Ethan Hawke – Blue Moon

Michael B. Jordan – Pecadores – 1

Wagner Moura – O Agente Secreto – 2

 

Atriz Coadjuvante

Elle Fanning – Valor Sentimental

Inga Ibsdotter Lilleaas – Valor Sentimental – 2

Amy Madigan – A Hora do Mal – 1

Wunmi Mosaku – Pecadores

Teyana Taylor – Uma Batalha Após a Outra

 

Ator Coadjuvante

Benicio Del Toro – Uma Batalha Após a Outra

Jacob Elordi – Frankenstein

Delroy Lindo – Pecadores

Sean Penn – Uma Batalha Após a Outra – 1

Stellan Skarsgård – Valor Sentimental – 2

 

Fotografia

Pecadores

Uma Batalha Após a Outra – 1

Sonhos de Trem – 2

Frankenstein

Marty Supreme

 

Efeitos Visuais

Avatar: Fogo e Cinzas – 1

F1

Jurassic World: Recomeço

O Ônibus Perdido

Pecadores – 2

 

Animação

Guerreiras do K-Pop – X

Zootopia 2

Arco

Elio

A Pequena Amélie

 

Som

F1 – 1

Frankenstein

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores – 2

Sirât

 

Montagem

F1

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra – X

Valor Sentimental

Pecadores

 

Documentário

The Alabama Solution

Embaixo da Luz de Neon

Cutting Through Rocks

Um Zé Ninguém Contra Putin

A Vizinha Perfeita – X

 

Direção de Arte

Frankenstein – 1

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores – 2

 

Canção Original

Dear Me – de Diane Warren: Relentless

Golden – de Guerreiras do K-Pop – X

I Lied to You – de Pecadores

Sweet Dreams of Joy – de Viva Verdi!

Train Dreams – de  Sonhos de Trem

 

Filme Internacional

Foi Apenas um Acidente – França

O Agente Secreto – Brasil – 2

Valor Sentimental – Noruega – 1

A Voz de Hind Rajab – Tunísia

Sirât – Espanha

 

Figurino

Avatar: Fogo e cinzas

Frankenstein – 1

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Marty Supreme

Pecadores – 2

 

Seleção de Elenco

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

O Agente Secreto – 2

Pecadores – 1

 

Roteiro Original

Blue Moon

Foi Apenas um Acidente

Marty Supreme

Valor Sentimental

Pecadores – X

 

Roteiro Adaptado

Uma Batalha Após a Outra – 1

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet – 2

Bugonia

Sonhos de Trem

Frankenstein

 

Curta-Metragem

Butcher’s Stain

A Friend of Dorothy

Jane Austen’s Period Drama

The Singers – 1

Two People Exchanging Saliva

 

Animação em Curta-Metragem

Butterfly

Forevergreen

The Girl Who Cried Pearls – 1

Retirement Plan

The Three Sisters

 

Documentário em Curta-Metragem

All the Empty Rooms – 1

Armed Only With a Camera: The Life and Death of Brent Renaud

Children No More: Were and Are Gone

The Devil Is Busy

Perfectly a Strangeness

 

Trilha Sonora Original

Bugonia

Frankenstein

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores – X

 

Maquiagem e Cabelo

Frankenstein – 1

Kokuho

Pecadores

Coração de Lutador

A Meia-Irmã Feia – 2

Uma Batalha Após a Outra deve levar o prêmio principal da noite

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Pacote do Oscar 2026 – 2

Marty Supreme – Indicado a 9 Oscars (Incluindo Filme, Diretor e Ator Principal)

Thimotée Chalamet entrou numa jornada para vencer um Oscar que parece dominar todas as suas escolhas profissionais. Marty Supreme é mais um trabalho dele que grita ambição, mas é apenas chato. Tudo acontece o tempo todo, todos gritam sem parar e ações vão se sucedendo, levando não se sabe a onde. Para quem conhece a obra do diretor Josh Safdie, basta dizer que é um Bom Comportamento (Good Time, 2017) bem piorado e com um protagonista (e ator) muito mais prepotente.

A subtrama envolvendo Gwyneth Paltrow é tão rasa quanto a interpretação da atriz. O diretor e corroteirista Safdie achou que bastava jogar num caldeirão um tanto de situações exageradas e sem nexo, dar a entender que se trata da cinebiografia de alguém real e acelerar a velocidade para não dar tempo para o público parar para pensar. Não a toa, o longa teve 11 indicações ao Bafta e não levou nada. O que pode se repetir no Oscar.

A Hora do Mal (Weapons) – Indicado a 1 Oscar (Atriz Coadjuvante)

Um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos, A Hora do Mal acompanha o desaparecimento, ao mesmo tempo, de 17 alunos de uma mesma sala na escola. Vídeos de câmeras de segurança mostram essas crianças abrindo as portas de suas casas e saindo correndo em direção ao escuro. Conhecemos os principais envolvidos no mistério, como a professora da turma (Julia Garner), o pai de um dos meninos (Josh Brolin) e o diretor da escola (Benedict Wong), enquanto montamos o quebra-cabeças.

Apenas Amy Madigan, irreconhecível, foi indicada ao Oscar, já que o gênero não costuma ser lembrado em premiações. O roteiro original e a direção de Zach Cregger, o responsável pelo chocante Noites Brutais (Barbarian, 2022), são dignos de aplausos, e devem continuar garantindo a ele muitos trabalhos. As histórias vão sendo apresentadas e, em algum momento, se juntam, levando a uma conclusão bem satisfatória.

Sonhos de Trem (Train Dreams) – Indicado a 4 Oscars (incluindo Filme e Fotografia, para o brasileiro Adolpho Veloso)

Contemplativo, com um ritmo deliberadamente lento, o longa reflete sobre a passagem do tempo, a evolução tecnológica e a chegada do “progresso”, com o protagonista pulando de uma obra para outra, indo onde o trabalho o leva. Robert (Joel Edgerton) cresce sem lar e sem um propósito, encontrando uma direção ao se casar com Gladys (Felicity Jones). O longa acompanha décadas da vida de Robert, que vai a vários lugares e conhece diversas pessoas, sendo assombrado por situações vividas.

Indicado ao Globo de Ouro, Edgerton dá a força apropriada ao personagem, fazendo parecer que a vida está passando por ele, e só se movimenta quando necessário. A fotografia, trabalho do nosso Adolpho Veloso, chama mais a atenção, já tendo levado alguns prêmios e indicações. É ela que ajuda a definir o olhar poético do longa

A Meia-Irmã Feia (Den stygge stesøsteren, 2025) – Indicado a 1 Oscar (Maquiagem e Cabelo)

Inspirada pelo conto de fadas de Cinderella, a diretora e roteirista norueguesa Emilie Blichfeldt faz sua estreia em um longa-metragem com a suposta história de meia-irmã da Princesa Disney. Já sabemos como termina, mas não imaginamos como será o desenrolar. Adicionando informações que não conhecíamos (porque não existiam), Blichfeldt faz um filme ligeiramente nojento e bem criativo. Diversão boa para aqueles com estômagos mais fortes.

A intérprete da protagonista, Lea Myren, traz bastante simpatia para sua Elvira, e conseguimos entender um pouco de seu ponto de vista. Sua mãe se casa com um viúvo cuja filha, Agnes (Thea Sofie Loch Næss), é tida como linda e atrai toda a atenção masculina. Obcecada em chamar a atenção do príncipe, Elvira parte para esforços por melhorias físicas, o que joga o filme no subgênero “body horror”. Inspirada por extremos como o mestre desse filão, David Cronenberg, e o diretor de pornografia Walerian Borowczyk, passando por Julia Ducournau, Blichfeldt cria uma boa expectativa para seus próximos trabalhos.

A Vizinha Perfeita (The Perfect Neighbor, 2025) – Indicado a 1 Oscar (Documentário)

“Eu sou a vizinha perfeita”, gaba-se a senhora que fica brigando com as crianças que brincam na rua. Usando principalmente imagens captadas pelas câmeras dos policiais que respondiam aos inúmeros chamados de Susan Lorincz, Geeta Gandbhir constrói um documentário bem editado, que segue a história cronologicamente e vai levando o público numa crescente tensão até que o conflito exploda.

Todos os policiais são calmos e bem humorados, talvez por saberem estarem sendo filmados (ou por serem bons seres humanos), e conseguimos acompanhar o caso perfeitamente pelas filmagens. Algumas boas discussões são levantadas, como aquela acerca do funcionamento da lei de legítima defesa nos EUA. Temos, aqui, uma das grandes vilãs do Cinema de 2025. Pena que seja real.

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