Os Olhos Claros de João

Parte I Rosangela Maluf Nem sei mesmo porque me lembrei do João! Não falei nele, não vi nada que me fizesse recordá-lo. Faz tempo que não sonho com ele. Não remexi minha caixa de cartas e muito menos revi suas fotos, escondidas e bem guardadas, já bastante amareladas pelo tempo. – Estou sozinha em casa, dou uma espiada nos jornais. Tento ler um pouco antes … Continuar lendo Os Olhos Claros de João

“Não quero ter razão, quero é ser feliz”

Eduardo de Ávila Muito antes de Ferreira Goulart lançar essa pérola para a humanidade, confesso que inconscientemente já aplicava essa regra. Sou reativo, nunca neguei e seguirei assim, mas como bom mineiro “dou um boi para não entrar numa briga e depois uma boiada para não sair”. Digo isso para entrar em considerações que havia internamente me comprometido por abandonar. Antes, porém, uma curta justificativa … Continuar lendo “Não quero ter razão, quero é ser feliz”

Resiliente e resistente

Um encontro casual com uma prima querida no Pátio Savassi rendeu uma tarde repleta de boas conversas e reflexões. Falamos sobre o jeito que encaro provocações e como aprendi a reagir ao longo da vida, sem carregar mágoas e com o coração leve. Entre histórias e lembranças, reforçamos a importância de estar ao lado de quem nos acrescenta e valoriza nossa trajetória. Que a vida siga leve, sempre com o coração aberto e com a paixão pelo Galo pulsando forte! Continuar lendo Resiliente e resistente

Amor Frankenstein - Fonte: Pixaba

Amor Frankenstein

Daniela Piroli Cabral danielapirolicabral@gmail.com A realidade da prática clínica é irrefutável: a demanda para psicoterapia é mesmo uma demanda de amor. Arriscaria dizer que entre sessenta e setenta por cento da queixa inicial trazidas pelas pessoas são relativas aos assuntos do coração.  Elas procuram o suporte psicológico provocadas ou incomodadas com algum conflito do campo relacional/afetivo. Amores platônicos, amores não correspondidos, desilusões e frustrações amorosas, … Continuar lendo Amor Frankenstein

A desprezível e conveniente (i)moralidade

Eduardo de Ávila O conceito de moral tem se valido de interesses pessoais e/ou de grupos em conformidade com a camisa que o ator esteja trajando. Vivemos, nunca imaginei, um momento tão triste e medonho que é difícil fazer qualquer projeção otimista sobre o futuro da humanidade. Ganância e arrogância tomaram o espaço da empatia e da boa convivência. São muitos os fatores que provocaram … Continuar lendo A desprezível e conveniente (i)moralidade

Resistindo com divertida dificuldade

Eduardo de Ávila Os tempos modernos exigem uma adaptação de quem já dobrou o espigão e vive aqui graças aos avanços da medicina e pesquisas científicas que nos possibilitam viver mais que nossas gerações familiares anteriores. E nesse mundo onde até bens de consumo estão se tornando descartáveis, tento me (amos nos) ajustar. Quem da minha geração aceita com facilidade o uso de cartões bancários … Continuar lendo Resistindo com divertida dificuldade

Tristeza também tem fim

Eduardo de Ávila Sem a intenção de contrapor ou contrariar a linda composição de Jobim e Vinicius, cantada por tantas vozes da MPB – interpretada com maestria pelos saudosos Elis e Jair –, acabei concluindo que a tristeza também tem seu ponto final. Na letra de “Samba de Uma Nota Só” – conhecida ainda por “A Felicidade” –, o refrão afirma que “Tristeza não tem … Continuar lendo Tristeza também tem fim

Lembranças, saudades e confronto

Eduardo de Ávila Domingo pela manhã, deixando a vida me levar, ocupei por rever fotos antigas e recentes – impressas e guardadas como também arquivadas na parafernália eletrônica -, permitindo a uma deliciosa e nostálgica viagem no tempo. Seria assustador se fosse temente aos desígnios do Criador e resistente a celebração da vida, cuja passagem corpórea – ao que penso – sempre será a oportunidade … Continuar lendo Lembranças, saudades e confronto

No aeroporto

Rosangela Maluf Ao descer do avião, tudo parecia estar em silêncio naquele aeroporto tão movimentado. Ninguém falava nada. Não se ouvia nenhuma palavra. Nenhum ruído, nenhum som. Silêncio completo. Entretanto seu coração fazia barulho, batia forte. Um tum-tum-tum intenso. Respirava fundo tentando não demonstrar a imensa ansiedade que lhe consumia. Andava calmamente para disfarçar o tremor das pernas. Trocou de mão a pequena valise que … Continuar lendo No aeroporto