Eleição não é guerra

Fui criado em meio de uma dicotomia partidária respeitosa. De um lado o PSD materno e do outro a UDN paterna. Meus saudosos pais, eternos namorados enquanto ele esteve entre nós, ensinaram – intencional ou não – a respeitar os divergentes. Presenciei meu pai, udenista ferrenho, votando e pedindo votos para tios pessedistas. Um foi vereador, prefeito e deputado estadual e outro exerceu mandatos seguidos … Continuar lendo Eleição não é guerra

Quase encontrei a resposta da semana anterior

Na última terça-feira comecei a discorrer sobre a quem interessa a polarização e, sem sinais de convergência – um lado acusa o outro – apelei ao IA. Se já era resistente a esses chats artificiais, no caso – sem alma e/ou coração – defecando textos (como bem são chamados de artificiais) sepultei de vez esse instrumento que só serve mesmo aos incapazes para defender seu … Continuar lendo Quase encontrei a resposta da semana anterior

UMA NETINHA, DA HORA!!!

Rosangela Maluf Estou esperando que Nadja termine seu tratamento de dentes pra levá-la pra casa. Sou uma boa avó e hoje, atendendo a um pedido da minha nora que não poderá vir, serei eu a ir buscá-la. Como ótima avó que sou, entregarei a netinha linda, respirarei fundo e voltarei correndo para o a minha casa vazia que espera por mim, cheia de silêncios que … Continuar lendo UMA NETINHA, DA HORA!!!

Éramos oito e agora reduzidos a seis

Eduardo de Ávila Refiro a irmandade. Oito irmãos, filhos de Maria e Carlos, que com a mesma criação conservamos o espírito de acolhimento ainda que cada qual com suas particularidades e convencimentos. No futebol, apenas dois seguiram o flamenguismo (doença grave de flamenguissismo) do casal progenitor e até demonstram gostar do meu Galo aqui de Minas.  E fora de Minas Gerais, apenas um exclusivamente vascaíno. … Continuar lendo Éramos oito e agora reduzidos a seis

Reflexões sobre as opções eleitorais

Queria hoje, a exemplo da semana passada, dar uma pincelada sobre a sucessão presidencial. Na última terça-feira, me ocupei com a questão mineira, onde vivemos uma eleição pobre de ideias e candidatos. Salva um entre eles, mas acho que já esgotei meu pensar a respeito. Vivemos a polarização, que teve início pós 2014 quando o candidato derrotado no segundo turno se juntou ao que existe … Continuar lendo Reflexões sobre as opções eleitorais

Daqui 10 anos, se tudo correr bem…

Fui ao cardiologista depois da sua morte, papai. Sintomas agudos, fortes dores no peito, taquicardia. Acredito que tenha ficado presa no susto da sua partida. Outro dia, estava dirigindo quando veio uma daquelas pontadas no peito, debaixo do coração, tipo uma facada repentina. Tive que encostar o carro para evitar um acidente. Isso se repetiu outras vezes: no trabalho, cozinhando. Outro dia, acordei de madrugada, … Continuar lendo Daqui 10 anos, se tudo correr bem…

Inteligência artificial X desinteligência natural

Embora tenha cursado Direito, nos primeiros tempos da Faculdade Milton Campos e sido alunos de mestres inesquecíveis como Ricardo Fiuza, Décio Fulgêncio, Plínio Salgado e tantos outros brilhantes profissionais da área, não tive o privilégio de ter a professora Carmem Lúcia no meu histórico e currículo escolar. Restou tão e somente cruzar, eventualmente, com a ministra nos arredores do meu trabalho na região onde mora … Continuar lendo Inteligência artificial X desinteligência natural

Disparada já na segunda metade do ano

Incrível como o tempo, ao que nos apresenta, tem se mostrado mais rápido quem em épocas já vividas. Sei que os minutos e segundos são os mesmos daqueles primeiros anos de nossas vidas. Lembro muito de, entre inúmeras citações interessantes do papai (que só depois de décadas passei a entender), que quanto mais velho ficamos tanto mais rápido o tempo passa. Achava aquilo de uma … Continuar lendo Disparada já na segunda metade do ano

O Imprevisível

Rosangela Maluf Aquela menina bem poderia ser sua filha. Aos sessenta, ter uma filha de quarenta era uma possibilidade real. Ela, por sua vez, era pediatra, casada, com duas filhas, mas totalmente fora dos padrões. Layla parecia mesmo uma garota rebelde. Magrinha, miúda, cabelo curto, cor laranja. Tatuagens. Muitos brincos. Muito falante, muito divertida. Responsável no trabalho. Dona de casa exigente. Mãe dedicada de duas … Continuar lendo O Imprevisível

Rabiscador de despretensiosas palavras

Eduardo de Ávila Caríssimas e caríssimos, sem maiores intenções e me valendo de ir até a minha Araxá, fiquei levitando e fazendo uma regressão de doces memórias. Envolvido nessas lembranças, uma situação de vestibular com esse poema de Manoel Bandeira e a forte vivência daqueles tempos de criança e adolescência, embalei numa versão pessoal desse passado que sugere pensar em futuro. Sim, diante desse presente … Continuar lendo Rabiscador de despretensiosas palavras