Enquanto as minhas pernas aguentarem

Eduardo de Ávila Alcione em “Não deixa o Samba Morrer”, avisava que “quando as minhas pernas não puderem aguentar …levar o meu corpo junto com meu samba” entregaria seu anel de bamba a quem mereça usar. Nessa metáfora ela sinalizava para as gerações seguintes sua confiança na responsabilidade pela continuidade dessa alegria que o carnaval proporciona às pessoas. E foi assim, desde meus tempos de … Continuar lendo Enquanto as minhas pernas aguentarem

Quando estou amando 

Silvia Ribeiro Quando estou amando… Amo sem muralhas e sem ser sozinha. E não preciso me conhecer infinitamente pra perceber isso, nem de referências pra ajeitar os motivos que giram em torno de mim. Os meus olhos se encarregam disso. Quando estou amando… O meu coração gargalha como se o que eu estou sentindo desprendesse de mim e transcendesse o meu corpo, me fazendo volitar … Continuar lendo Quando estou amando 

Hoje é dia de folia

Mário Sérgio Imagine aquela vontade enorme de dançar, participar daquela fila de amigos ao ritmo dos surdos, tamborins e cuicas. Ah! Que delícia arriscar passos de frevo erguendo uma sombrinha imaginária, colorida e foliã. Atrever-se a trançar as pernas e pés na dança ligeira que encanta turistas estrangeiros que nos visitam nesse período de festa.  Equilibrar com galhardia um largo sorriso no rosto enquanto gira … Continuar lendo Hoje é dia de folia

E vamos de mudança…

Rosangela Maluf Olho para a lista que acabo de fazer e constato: esta é a 27ª vez que me mudo, de casa ou de apartamento. Em dois países, Brasil e Bélgica; em quatro estados, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul; e em seis cidades. Em João Monlevade, tive três endereços; em Belo Horizonte, dez. Dois endereços em Bruxelas. Cinco endereços … Continuar lendo E vamos de mudança…

Uma ode aos amores curtos.

Tadeu Duarte tadeu.ufmg@gmail.com Os que duram cinco minutos, e os que duram duas horas, e os que duram mais ou menos um dia, com uma janela aberta pro mar, vento entrando e a gente sem coragem de ir embora. Os que duram tempo suficiente para ficar gravados na pele. Que deixam esvair rostos, toques, bocas, gozos. Que, sem tempo nem opção, não podem apodrecer; morrem … Continuar lendo Uma ode aos amores curtos.

Vinte anos a menos

Peter Rossi Hoje acordei decidido! E, decididamente, baixei um decreto irrevogável: voltei vinte anos atrás! Que alegria toda a energia disponível em bombonas de plástico, armazenadas na garagem dos meus sonhos. Blocos e mais blocos de papel, com os dizeres da vida. Com vinte anos a menos tenho toda a disponibilidade possível … e imaginária. Posso andar de bicicleta sem preocupar se o caminho de … Continuar lendo Vinte anos a menos

Nó de víboras

Taís Civitarese Imagine um nó de víboras. Um emaranhado em que cobras se entrelaçam confusamente, com as presas expostas, resplandecendo veneno. Assim é o coração do protagonista deste livro. Ou talvez não. Talvez o nó pernicioso tenha sido feito por terceiros sobre um coração intacto, apesar de avarento. Este é o argumento da fabulosa história de François Mauriac, autor do realismo francês do final do … Continuar lendo Nó de víboras

Rubicão: um rio metáfora para educação e psicanálise

Sandra Belchiolina sandrabcastro@gmail.com O Rio Rubicão, localizado no nordeste da Itália, tornou-se um marco histórico devido a um evento decisivo na história de Roma. Em 49 a.C., Júlio César, ao cruzá-lo com suas tropas, desafiou o Senado Romano e pronunciou a célebre frase “Alea jacta est” (“A sorte está lançada”), iniciando uma guerra civil que transformaria a República Romana em um Império. Os generais eram … Continuar lendo Rubicão: um rio metáfora para educação e psicanálise

Licença maternidade - Fonte: Pixabay

Licença maternidade

Daniela Piroli Cabral danielapirolicabral@gmail.com Das minhas amigas, fui a primeira a me tornar mãe. A novidade foi muito festejada, desde bebezinha, Laura teve muito carinho, mimos, presentes e passeios na praça com as tias de primeira viagem, sempre afetivas e curiosas sobre a maternidade. Uma vez, a questão veio, ingênua como toda dúvida:  – Dani, o que você acha que é mais difícil? Amamentar ou … Continuar lendo Licença maternidade

Resistindo com divertida dificuldade

Eduardo de Ávila Os tempos modernos exigem uma adaptação de quem já dobrou o espigão e vive aqui graças aos avanços da medicina e pesquisas científicas que nos possibilitam viver mais que nossas gerações familiares anteriores. E nesse mundo onde até bens de consumo estão se tornando descartáveis, tento me (amos nos) ajustar. Quem da minha geração aceita com facilidade o uso de cartões bancários … Continuar lendo Resistindo com divertida dificuldade