Surpresinha

Taís Civitarese No último domingo, comemoramos o aniversário de dez anos do meu filho caçula. Custei a assimilar. Fiquei me perguntando que dia o tempo passou e meu pequeno completou todas as idades nos dedos das mãos. Meu filho mais velho vai fazer treze e mostra sinais claros de que não é mais criança. Tem, inclusive, uma namorada, a qual estava presente também na festa … Continuar lendo Surpresinha

Os três pilares do abismo

Engenhoso Fidalgo Na minha adolescência havia um jogo chamado Simcity 3000. Nele coordenava-se a construção de uma cidade como se fosse seu prefeito. Distribuía-se zonas comerciais, industriais e residenciais. Coordenava-se o transporte público, distribuição de água e energia, e observava-se o crescimento da cidade. Ao longo do jogo a cidade apresentava alguns problemas que o jogador lutava para solucionar. Crescendo próspera ou caótica, era sempre … Continuar lendo Os três pilares do abismo

Andarilha; Fonte: Arquivo pessoal

Andarilha

Daniela Piroli Cabralcontato@danielapiroli.com.br “A caminhada faz você redescobrir com felicidade o elementar da condição humana.” (LeBreton). Quem me conhece sabe o quanto gosto de caminhar. Já até escrevi sobre “A liberdade de não ter”, falando da minha opção de viver sem carro e experimentar as cenas da cidade a pé. Neste mês, completo 3 anos sem ter automóvel próprio e me considero totalmente adaptada a … Continuar lendo Andarilha

Entre o delírio da ficção e a realidade

Eduardo de Ávila Gosto muito de assistir um filme, na telona, sem pipoca e longe de casa onde a todo instante alguma situação faz dar um pause e interromper a sessão. Antes da pandemia eram três a quarto vezes por semana, eventualmente um ou outro justificava até bis, mas depois da gripezinha do (IN)sensível e (IN)feliz não consegui retomar essa rotina. Uma vez por semana, … Continuar lendo Entre o delírio da ficção e a realidade

Amar, dói?

Silvia Ribeiro Eu adoraria dizer à mim mesma que amar não dói. Mas, dói. Dói fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Dói, por quê? Dói, pela bestialidade da saudade, pela impiedade de não ser protagonista, pelo desespero da indiferença e pela materialidade de um coração que se mantém em vigília. E sobretudo, pela solidão fantasmagórica que não guarda distância durante a noite e recomeça no dia seguinte. … Continuar lendo Amar, dói?

Você veio!

Mário Sérgio Em uma das viagens que fizemos à praia de Porto Seguro, na Bahia, resolvemos fazer um passeio especial. Fomos a uma praia em Arraial d’Ajuda, Mucugê. Para chegar lá, trem uma travessia de barco em que se pode começar a ter contato com outros visitantes e residentes. Essa é uma das vantagens desse espaço reduzido em que se encontram muitas pessoas. Há também, … Continuar lendo Você veio!

Certas Noites

Rosangela Maluf Às vezes algumas lembranças me passavam pela cabeça. Em noites de ilusão, desencanto ou de certa embriaguez sentimental, poderiam chegar-me doces recordações ou pensamentos de extrema tristeza. Nunca se podia saber ao certo. Na noite do meu quarto poderia permitir qualquer pensamento que minha mente autorizasse. Bom ou não tão bom. Que me induzisse calmamente ao sono, ou me fizesse permanecer naquela insônia … Continuar lendo Certas Noites

Esquiando no vulcão

Wander Aguiar A aventura já era anunciada. Afinal, o vulcão Villarrica, localizado na cidade de Pucón, no Chile, havia entrado em erupção em março daquele ano e, em agosto, ainda sob alerta amarelo, eu e meu grande amigo Samuel colocamos nossas mochilas nas costas e embarcamos rumo a uma cidade que prometia e entregou muito mais. Estávamos com vontade de esquiar, mas sabíamos que, devido … Continuar lendo Esquiando no vulcão

Aprendizado

Taís Civitarese Durante alguns anos, no restaurante Glouton de BH, trabalhou um jovem garçom muito simpático chamado Michael. Sempre sorridente e gentil com os clientes, ele os recebia com saudações alegres e palavras brincalhonas. Ao atender a mesa, se lhe alguém lhe agradecia por algum prato ou bebida trazidos, ele respondia: – Obrigado a você! Eu achava engraçado ele responder assim. Como se fosse uma … Continuar lendo Aprendizado

O feminino e a cidade: Havana, Belo Horizonte, Lisboa, Cumuruxatiba

Sandra Belchiolina As cidades, quando as caminho, me aparecem como mulheres. Não de pedra ou de concreto, mas de carne, memória e desejo. Umas correm apressadas, cheias de promessas; outras se deixam repousar no tempo, revelando as rugas que são também beleza. Há ainda as que guardam segredos, desvendando-se aos poucos, como quem convida à intimidade. Havana é senhora altiva. Veste-se de vestidos antigos e … Continuar lendo O feminino e a cidade: Havana, Belo Horizonte, Lisboa, Cumuruxatiba