Milagre de Natal

Wander Aguiar Minha mãe é completamente apaixonada pelo Natal e por tudo que envolve essa época. Todos os anos, lá pelo final de outubro, ela já começa a pensar na decoração da casa, que ganha enfeites por todos os lados, inclusive na cozinha e nos banheiros. Este ano não foi diferente. A tradicional decoração, sempre inaugurada no aniversário do meu pai, em 15 de novembro, … Continuar lendo Milagre de Natal

Arrogâncias

Taís Civitarese Outro dia, estava ouvindo um podcast em que uma mulher branca entrevistava um professor negro. Após ele contar a história de como venceu a pobreza e prosperou em sua profissão, a entrevistadora lançou mais algumas perguntas e, ao final, lhe disse: “parabéns, você relatou seu percurso de sucesso muito bem e sem nenhuma arrogância”. Fiquei fixada nessas palavras. E pensei com meus botões … Continuar lendo Arrogâncias

Quantos rios?

Sandra Belchiolina Em que rio você entra e deixa seus frangalhos? Quantos rios já te levaram gangalhos, restos de nós que o tempo desamarra? Há rios que riem, rios que te riem, rios que seguem sem perguntar destino. E você segue com eles, entre águas aguadas, agueiradas, nessas correntes que não prometem identidade alguma — Pacífico, Atlântico, tanto faz. O que importa é o que … Continuar lendo Quantos rios?

Dezembro Vermelho: Os aspectos psicossociais relacionados ao diagnóstico de HIV

Daniela Piroli Cabral danielapirolicabral@gmail.com Em 1 de dezembro foi o dia Mundial de Luta Contra a AIDS e, apesar de passados quase 40 anos da “descoberta” da Aids e mais de 20 anos nas primeiras terapias antiretrovirais, ainda persistem dúvidas, questionamentos relacionados à doença e os seus impactos biopsicossociais. Mais ainda, persistem o estigma, o preconceito e dificuldade de aceitação do diagnóstico e do tratamento. … Continuar lendo Dezembro Vermelho: Os aspectos psicossociais relacionados ao diagnóstico de HIV

Respeito recíproco com o morador de rua

Eduardo de Ávila Entre os inúmeros problemas sociais que convivemos, em Belo Horizonte e em todos os redores do mundo, seguramente a questão das pessoas em situação de rua está na linha de frente dessas preocupações. Essa condição que assistimos aqui na capital dos mineiros se normatizou ao longo dos tempos por todas as cidades. Me lembro lá dos meus já distantes tempos de adolescência, … Continuar lendo Respeito recíproco com o morador de rua

O risco do amor

Silvia Ribeiro O risco do amor. Ver destroços da sua alma solitária vagando em dias nublados, e um frio que não passa. Madrugadas insones levando os seus olhos à contar estrelas que não acabam mais. Um fatídico cheiro de saudade açoitando a pele, lembrando os velhos engenhos cheios de sangue. O coração tresloucado bendizendo cada gesto que afaga, e cada gota de um beijo molhado. … Continuar lendo O risco do amor

Um átomo a mais

Mário Sérgio Quais são as perspectivas para a humanidade diante das tantas e tão céleres mudanças que temos experimentado nesse início de milênio? Considerando que os próprios artefatos desenvolvidos pela tecnologia da informação aperfeiçoam, em tempo e qualidade, outros tantos aparatos que por si maximizam a criação e produção de outros itens, impactam numa crescente evolutiva que nem os mais imaginativos futurólogos poderiam prever. Caso … Continuar lendo Um átomo a mais

Presentes que me dou: Os Vinhos rosé (9) - Foto: Pixabay

Presentes que me dou: Os Vinhos rosé (9)

Nunca fui muito chegada às bebidas alcoólicas. Na adolescência tomava Cuba Libre ou Hi-Fi bem devagar, pra não ter que repetir a dose diante da turma. Nos finais de ano ou em datas de comemoração importante, uma taça de champagne, ainda que muito distante de qualquer parentesco com a legítima bebida francesa. Nos almoços em casa, nos domingos de verão, um copo, às vezes dois, … Continuar lendo Presentes que me dou: Os Vinhos rosé (9)

A tensão do calendário

Peter Rossi A cada dia que passa, sobrevive, percebo as folhas do calendário mais elásticas. Parecem feitas de goma e, educadas, se assentam umas sobre as outras. Calmas, tranquilas, ocupando todos os espaços que nossos olhos aflitos insistem em pensar existir. Na minha idade, percebo que os calendários de papel, leves, livres e soltos, não existem mais. Eles foram absolutamente úteis. Os pespontos me permitiam … Continuar lendo A tensão do calendário

Filtros

Taís Civitarese Nada é tão útil quanto um filtro, sobretudo se for para fazer café. Ele retém impurezas, o pó que resta desprovido de solutos e fragmentos daquilo que não serve. Permite que sobre na jarra somente o que é importante, os açúcares e substâncias aromáticas que se aproveitam de cada grão. Existem pessoas que também precisam ser filtradas, não necessariamente após um banho escaldado. … Continuar lendo Filtros