Como quem ama o primeiro amor 

Silvia Ribeiro Te amo. De um jeito esquisito, mil vezes por dia, na minha dança e na minha poesia, no meu céu e no meu inferno. Na ponta dos dedos, como se eu estivesse pisando em areia movediça e tentando encaixá-lo dentro de mim. No imediatismo do meu coração, que me dá um superpoder sobre os meus desejos. E no seu nome, que eu personalizo … Continuar lendo Como quem ama o primeiro amor 

Qual é o momento certo?

Estamos sempre esperando alguma coisa. “O momento certo”. Abrimos a porta do armário. Roupas, perfumes, maquiagens, sapatos e abandonos de nós mesmos esperando por uma ocasião especial, fazendo de tudo para existirem na nossa memória. Abrimos o coração. Sentimentos românticos pendurados em cabides, como se fossem adornos, ocupam espaços vazios e chamam a atenção pela profundidade. Questões práticas e emoções tentam nos convencer de que … Continuar lendo Qual é o momento certo?

Na próxima temporada 

Andei refletindo. Aliás, começo de ano é bem propício para isso.  Arrisco a dizer que crucial. Na próxima temporada, quero vir “Mulher”. Ainda que incessantemente sejamos bombardeadas, externa e internamente, por um mundo com objetivos e necessidades artificiais, temos uma conexão com a vida que vai muito além do espaço físico. Numa posição analítica, acredito que temos uma satisfação interminável acoplada nas nossas células e … Continuar lendo Na próxima temporada 

Quando eu não te procurava 

Silvia Ribeiro Existe algo mágico quando você conhece alguém. Conheci você quando eu não te procurava. E em poucos minutos eu já havia experimentado a textura da sua pele, mesmo sem te tocar. Reconheci o tom da sua voz, como se fosse uma música que eu ouvia sempre. Lembrei do seu perfume, sem nem ter me aproximado da sua nuca. Saquei que o seu olhar … Continuar lendo Quando eu não te procurava 

Ilógico coração 

Silvia Ribeiro O corpo necessita de forma abundante, e é difícil explicar. Uma sensação inevitalmente interessante e que ocupe um lugar de capa no livro da nossa história. Por mais que esse órgão carregue consigo o objetivo inicial de mudar as nossas dinâmicas, ele tem um lado humano. E, acima de tudo, quando não consegue processar essas agitações sensoriais, age como se sempre soubesse da … Continuar lendo Ilógico coração 

A que fica

Silvia Ribeiro Eu não sou aquela que vai. Eu sou a que fica. Seja qual for o sentimento que aflora no meu coração, eu fico. Na minha trajetória, encontrei dias perfeitos, emoções inexplicáveis e alegrias que em determinado momento eu tive que modelar, feito argila escorrendo entre os meus dedos e se transformando em páginas boas para folhear. E, para não dizer que a vida … Continuar lendo A que fica

Tenho um amor para esquecer 

Silvia Ribeiro Algo dentro de mim, faz menção à dores que até então, não tinham barulho, e profundas cicatrizes se debatem com a força de um redemoinho. Versões pessoais que ficavam aprisionadas perdem o medo, e permitem que as minhas paredes externas possam ouvi-las. Frases não ditas deixam pegadas e seguem sem itinerário, totalmente descrentes das lembranças do amor que carregava dentro do peito, e … Continuar lendo Tenho um amor para esquecer 

Carrego comigo 

Silvia Ribeiro Carrego comigo o mundo a rodopiar, feito bailarina que dança solitária numa caixinha de música. Carrego comigo lembranças que se misturam entre si, e que não conseguem entender as intenções do destino. Carrego comigo doidos faz de conta que se encantam pela ingenuidade do meu coração, e que se tornam verdadeiramente amigos da minha necessidade de aconchego. Carrego comigo meninices ainda frescas não … Continuar lendo Carrego comigo 

A chave

Silvia Ribeiro Me transportando para um lugar de relações humanas, observo episódios que colocam em dúvida o que é real, e o que é coisa da cabeça. A rotina enlouquecedora dos dias atuais, não justifica a falta de fluência entre as pessoas e uma comunicação verbal áspera. Gestos que mais parecem torrões de indignações jogados na nossa cara. O curioso é que os sentimentos “ditos … Continuar lendo A chave