Andei refletindo. Aliás, começo de ano é bem propício para isso.
Arrisco a dizer que crucial.
Na próxima temporada, quero vir “Mulher”.
Ainda que incessantemente sejamos bombardeadas, externa e internamente, por um mundo com objetivos e necessidades artificiais, temos uma conexão com a vida que vai muito além do espaço físico.
Numa posição analítica, acredito que temos uma satisfação interminável acoplada nas nossas células e um ser divino morando dentro da gente.
Um fenômeno capaz de metabolizar as nossas tristezas, desfazer os nós da nossa garganta e restaurar os nossos pedaços, com uma habilidade quase que exclusiva.
Somos movidas por uma energia que evita que a nossa essência se desmorone e que nos ressuscita todos os dias.
A nossa força e fé demonstram isso.
Saindo desse terreno abstrato e entrando no glamouroso evento da carne, dizer que somos esculturas é um clássico.
E isso causa um impacto efervescente nos pensamentos e nas emoções coletivas.
Sou até capaz de visualizar um(a) Deus(a), nos modelando com a ternura de quem pratica um milagre.
Com um sorriso que vai se abrindo em meio à solitude das minhas bochechas, percebo que estou prestes a me aproximar de um encantamento.
Uma garoa que vai e vem do lado de fora da minha casa, feito um piano que sempre toca uma música angelical e o cheiro de um barro perfumado deita ao meu lado.
Um ser divino modela um milagre.
Com vários nomes a sovar nas suas mãos, nascem.
Marias, Luizas, Joanas, Anas e tantas outras.
Vejam!
Uma Silvia acabou de nascer.
Renascemos à cada dia com um olhar diferente!
O renascimento.
Isso é genial!
Parabéns Silvia. Precisamos renascer sempre
Obrigada!
Feliz aniversário!
O renascimento da alma
Obrigada!