Vivo transcrevendo coisas de amor para o papel.
Pode ser a necessidade de narrar esse sentimento e colocá-lo num nicho mais alto, para não vivê-lo pela metade.
É uma linguagem que precisa ser sentida. É a minha natureza desnuda.
Nem mesmo quero saber se dentro dele sobrevivem fragmentos do meu coração ou lembranças que tentam me encontrar.
Tenho camadas do seu sexo por todas as partes do meu corpo, o som dos seus passos me excitando na meia-luz e murmúrios da sua intimidade fazendo-me sentir em casa.
É indiscutível que existem outras porções de coisas que têm o cheiro dele, o gosto, a virilidade e as histórias que ele me contou.
Inúmeras vezes ao dia, me permitindo ser feliz, escolho um ponto fixo e cortejo as fantasias que eu ainda quero realizar, convivo com as minhas referências platônicas e com aquilo que é inacessível para mim.
Contudo, não perco a minha sensibilidade tentando amar como todas as mulheres, nem mesmo disfarço o que eu carrego dentro de mim.
Sou das loucuras que nascem na alma, da beleza dos poetas emocionados e dos pecados não perdoados.
Existe uma singularidade num canto qualquer dos meus sentidos que atravessa ausência e saudade.
“Esse lugar também é dele”.
emilamiralmeida@gmail.comOs pés fazem parte e tudo de bom!
Como um corte deixa marcas, uma paixão avassaladora deixa resquícios em todos os lugares!
Deixa boas histórias para contar.
“Esse lugar também é dele “…
De que lugar estamos falando? Certamente que não do pé, do qual o calçado está sendo retirado para adentrar um espaço que merece ser mantido limpo. Talvez nem desse espaço, no qual vamos pisar… talvez, uma parte qualquer do meu corpo ou dos meus sentimentos, senão, de todo o meu ser.
O mais, a imaginação, fica por conta de cada interprete.
Valeu!
Exatamente!