Rosangela Maluf
Naquele final de tarde, mesmo com as cortinas fechadas, o por do sol enchia de tons dourados o quarto onde se encontravam os dois. Com cuidado ela fecha as cortinas e volta-se pra cama onde ele está.
Deita-se de lado, bem devagar pra não acordá-lo. Repousa a cabeça em seu peito nu. Dá um beijo. Fecha os olhos e tenta relaxar um pouco. Ele respira fundo e a envolve com um braço. Com o outro a abraça e a puxa pra perto de si. Beija-lhe os cabelos e coloca uma mecha por detrás de sua orelha. Com os dedos conserta o brinco de argola. Ela sorri. Continuam meio adormecidos. Em silêncio, apenas respirando no mesmo compasso.
Ela coloca sua perna sobre as pernas dele. Ele coloca a perna dele sobre a perna dela. Se apertam e se abraçam mais forte. O som de buzinas começa a se fazer notar. É o horário. Final de tarde é assim mesmo. Ela beija-lhe novamente peito o nu. Sente o perfume dele que ela tanto gosta.
Ele retribui beijando-lhe novamente os cabelos por repetidas vezes, cheirando-os também. Fala alguma coisa e lentamente abre os olhos. Ela sorri e diz algo também. Se abraçam de verdade, num abraço apertado, demorado. Se olham. Se beijam devagar e demoradamente. Sussurram algumas palavras de amor. Sorriem novamente.
Braços entrelaçados. Pernas cruzadas, respiração ritmada, mãos dadas e beijos. Um novo soninho. Um novo despertar… e assim tem sido, depois do amor.
Para M.
Bom Dia, Rosangela Maluf! Amei o mini conto. Exaltar o amor é reconhecer que somente o amor verdadeiro merece biss. Penso que amor e a admiração caminham juntos! A admiração renova o amor! Tenha um carnaval perfumado de amor! Abraços Fraternos, Patrícia Lechtman.
Isto é o melhor do amor!
Que lindo! Parece que estou assistindo um filme!