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Eduardo de Ávila
Araxaense e belo-horizontino; Advogado e Jornalista; caçula e temporão; 60 anos vagando pela vida nas ruas do interior e da metrópole observando o comportamento de pessoas e da própria sombra. Debater e discutir – de maneira saudável e com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

 - Daniela Piroli
Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Dilma pode embolar o quadro da sucessão mineira

Imagem: UAI/EM

As recentes pesquisas, demostrando a dificuldade de reeleição do governador Fernando Pimentel, podem forçar a mudança da candidatura petista em Minas Gerais. Concomitante a isso, o desempenho da ex-presidente Dilma Rousseff na corrida para o Senado (ela lidera as intenções de voto), está sinalizando – e isso já corre à boca miúda –para a legenda a optar pela sua candidatura ao governo de Minas Gerais.

Nos cenários para o governo, tanto de primeiro quanto de segundo turno, o ex-governador Antônio Anastasia figura na primeira colocação. Entretanto, em nenhum deles, tem folga nas projeções. Os eventuais partidos aliados, tanto as médias quanto as pequenas legendas (quase que em sua unanimidade, bastante pragmáticas), sempre optam por apoiar aos que têm possibilidade de vitória.

Partidos como o PTB, PP, PV, PDT, ao lado de nanicos, não têm qualquer possibilidade de vitória, tampouco a intenção em ter candidatura própria. Historicamente, andam a reboque, especialmente de PT e PSDB, em busca de espaço nos governos eleitos. Já o MDB, desgastado, sobretudo pela impopularidade do governo Temer, e agora afastado do PT após o processo de impedimento de Dilma, sequer tem cacife para entrar na disputa majoritária.

O antagonismo do partido do eventual presidente da República, em Minas Gerais, tem como elemento perturbador de suas questões internas o atual presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes. Ocupando o cargo de chefe do Poder Legislativo, entende assim estar credenciado a disputas majoritárias nas eleições de outubro, desde o governo, vice ou Senado. Essa foi a real motivação de seu rompimento com o governador Fernando Pimentel, exatamente no momento em que a ex-presidente Dilma transferiu seu domicílio eleitoral para Minas Gerais. Enciumado e percebendo perder espaço, optou pelo distanciamento conveniente ao momento eleitoral.

Imagem: UAI/EM

Pois bem, em meio a essa celeuma toda e com os números nas mãos, o PT tem sonhado com a possibilidade de Dilma disputar o governo no lugar de Pimentel. Se Anastasia lidera para o governo, tendo como concorrentes os nomes do próprio Pimentel, Márcio Lacerda, Rodrigo Pacheco e outros de menor visibilidade, para o Senado o quadro é bem diferente.

No caso dessas mesmas pesquisas, ela está à frente de todos os nomes colocados, inclusive de Aécio Neves, que dificilmente deve disputar eleições majoritárias e talvez nem mesmo qualquer outro cargo eletivo em 2018. Entendem os petistas, caso essa alteração se efetive, que o novo fato e seu impacto no eleitorado poderão levar o partido a governar o estado pela segunda vez consecutiva. Ao passo que com Pimentel, o risco de derrota é iminente.

Ressaltam, inclusive, que nas eleições presidenciais, Dilma venceu o próprio Aécio em Minas Gerais. O senador e ex-governador era tido como imbatível no estado e acabou sendo derrotado por Dilma. A dificuldade neste tabuleiro é o que fazer com Pimentel. Ele, em razão do rompimento com o vice-governador, abdicou de afastar-se do governo e disputar uma vaga no Senado e agora pode ser colocado na geladeira pelos seus próprios companheiros que impediram sua saída do Executivo.

Fato é que nos próximos dias esse quadro terá seu desenho finalizado e a possível entrada de Dilma na disputa é uma novidade que irá bagunçar a sucessão mineira. Inclusive, podendo atrair partidos que já vinham flertando com a candidatura de Anastasia, tendo sido aliados tanto dos tucanos quanto dos petistas nos últimos tempos em Minas Gerais. Ideologismo já faz tempo que não existe em nosso estado, que foi berço de muitos líderes da história política brasileira.

Em tempo: essa possibilidade colocaria, frente a frente, o relator do processo de impeachment e a presidente impedida. Anastasia e Dilma terão a oportunidade de debater, além das questões de interesse dos mineiros, os reais motivos que levaram o Senador a recomendar o afastamento da então presidente da República.

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21 comentários em “Dilma pode embolar o quadro da sucessão mineira

  1. Seria lindo ter Dilma como governadora do estado das Alterosas. Quem tem como prefeito da capital um futebolista oportunista e um governador corrupto, além de um cacique nacional do pó, merece a Dilminha grande líder sertão veredas como governadora! Mineiros, vocês são um chacota (pelo menos a parte rosa do estado). É chacota? É COCOTA!

    1. EU QUERIA MUITO BRIGAR COM VC POR CAUSA DO SEU COMENTÁRIO. MAS NA VERDADE ME FALTAM ARGUMENTOS E ME SOBRAM DECEPÇÃO PELAS VERDADES QUE VC DIZ.

  2. ” Anastasia e Dilma terão a oportunidade de debater, além das questões de interesse dos mineiros, os reais motivos que levaram o Senador a recomendar o afastamento da então presidente da República.”
    O autor do texto poderia dizer quais são esses “reais motivos” que levaram o senador a recomendar o afastamento da ex-presidente, ele parece saber.

  3. A Dilma é uma mulher honrada. A mídia, que é psdbista, nunca teve coragem de associá-la a algum caso de corrupção. Ela sofreu o golpe por não querer participar da sujeira do congresso, formado por “homens”, ricos e brancos. Seja bem vinda Querida!

    1. Não faz uma semana que o TCU denunciou falcatruas no empréstimo do BNDES para a construção do porto de Mariel em Cuba, com a finalidade de beneficiar o país e a Odebrecht. Petista é mesmo assim, pede fora Temer que ele mesmo elegeu e santifica a corrupção do próprio partido. Tchau querido !

  4. A Dilma é uma mulher honrada. A mídia, que é psdbista, nunca teve coragem de associá-la a algum caso de corrupção. Ela sofreu o golpe por não querer participar da sujeira do congresso, formado por “homens”, ricos e brancos. Seja bem vinda Querida!

  5. Triste cenário. Uma ex “predidenta” afastada, um partido que partiu e devastou o Brasil, e o bom povo mineiro, que vem jogando sua tradição no ralo (já com a vitória dessa senhora para presidente) através da visão torpe que a maioria dos eleitores demonstrou votando e vem demonstrando em intenções de voto. Entendo que a solução, a médio e longo prazos, seria o voto voluntário, com ele seria afastada boa parte dessa casta de analfabetos funcionais ignorantes que elege essa gente. Visto que, se não leem; não se informam; não têm visão, nem interesse por coisa alguma, não se interessarão em ir às urnas fazer suas necessidades fisiológicas.

  6. Eu não consigo acreditar numa possível vitória da Dilma ao governo de Minas Gerais. Não acredito, uma vez que foi afastada da Presidência (Impeachment), todos conhecem a situação econômica que o PT deixou o Brasil. A situação das finanças em Minas é critica, pelo péssimo governo Pimentel (PT), A Dilma quando Presidente do Brasil levou o PAÍS ao caos econômico e financeiro, razão de ser IMPEDIDA de seguir governando. Ademais sem qualquer chance no Rio Grande do Sul, transferiu ÀS PRESSAS SEU TÍTULO PARA MINAS GERAIS.

  7. Caro Eduardo, essa mera possibilidade demonstra a esquizofrenia do eleitorado nacional de maneira geral. Será que o stual governador perderá o foro privilegiado? Será que essa senhora será candidata ao governo de Minas? Acho que tudo esta em fase embrionária, porém o crescimento dessas candidaturas ba politica nacional crescem como tumor maligno. Seria cômico se não fosse trágico essa possibilidade dessa desorientada ex-presidente concorrer ao governo de Minas. Vamos aguardar. Vamos vigiar.

  8. O que essa Dilma fez pelo estado em todos os seus anos de vida pública?
    Quando elegemos alguém é para que este nos represente, ou seja leve nossa revindicações a termo, e esta pessoa deve vir de um histórico de busca pelos atendimentos dos anseios do seu berço político.
    Aliás ela é realmente mineira?

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