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Eduardo de Ávila
Araxaense e belo-horizontino; Advogado e Jornalista; caçula e temporão; 60 anos vagando pela vida nas ruas do interior e da metrópole observando o comportamento de pessoas e da própria sombra. Debater e discutir – de maneira saudável e com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

 - Daniela Piroli
Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

De volta às redes sociais e a agressividade de cada dia

Divulgação | Web

Em algumas postagens, abordei aqui e alguns leitores comentaram a respeito do assunto. As redes sociais, lamentavelmente, ao contrário de unir pessoas acabam por distanciar aos que estão por perto e colocar em choque quem nem se conhece. A valentia, escondida numa personalidade medrosa, ganha força e até manifestações grosseiras tomam espaço, tempo e esgotam quem entrou numa página imaginando ser diferente.

Falando em meu nome, vou assumir uma posição radical, seguindo muitos que assim já optaram. Confesso que sou refratário e bastante jurássico para lidar com essa modernidade. Resisti em fazer um Orkut, tempos atrás, e depois acabei aderindo ao Facebook, Twitter e Instagram. Os dois blogs que assino, me induziram a utilizar todas essas redes.

Como estou em fase final da responsabilidade com os dois espaços, confesso que sairei dessa vida virtual. Além dos três que mencionei acima, pretendo ainda abdicar até do uso de Whatsapp. Notadamente dos grupos originários desse aplicativo.

Nada contra quem usa, tampouco afirmo que a decisão será definitiva. Entretanto, numa tentativa de buscar melhor qualidade de vida – perdida muito por essa parafernália – vou fazer uma experiência. Depois de uma boa avaliação, posso optar por retornar (seguramente não em todos) ou ficar na minha sonhada e sossegada vida com antigamente.

Foto: Divulgação | HuffPost Brasil

Disse dias atrás, em resposta a ataques que recebi de uma determinada pessoa que nem conheço, que “somos – todos – desequilibrados. Acreditamos que o nosso ponto de vista é superior aos demais”. Fi-lo por perceber que o embate que estava anunciando vinha contaminado – de minha parte e da outra – em querer convencer ao outro que o pensar individual impunha critica ao discordante.

Como resposta ao que até a mim assumia necessidade de avaliação, recebi ainda mais ataques e algumas poucas solidariedades – de um lado e do outro – esquentando a prosa. Se disser que amo o meu time do coração, recebo agressões de adversários querendo (não sei se me convencer ou agredir) que estou errado.

Se a conversa vai a outros campos, como por exemplo, política e economia, sendo que a segunda decorre da primeira, a situação fica ainda mais grave. Já contei aqui até em quem votei nas eleições, mas tem gente que insiste em rotular aos outros o que o seu pensar sugere. Se, em seis votos, no primeiro turno, escolhi cinco partidos diferentes. Tanto na sigla quanto até em questões ideológicas e filosóficas, fica claro que não tenho vínculo com nada neste sentido.

Pois não é que por ter cá minhas preocupações e criticas com o presidente eleito tem quem se ache no direito de me atacar com expressões como petista, petralha, comunista e um tanto de outras coisas? Até de velho! Sou sim, um sessentão (61), mas que me cuido bem. Tanto da parte física quanto da intelectual, sobretudo para não me tornar um velho chato e carrancudo.

Diante disso, (re) afirmo, antes da virada do ano, saio de tudo isso. Redes e blogs, podendo mais à frente – depois de um descanso e avaliação – voltar com menos intensidade em uma ou outra desse chato mundo virtual.

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