Uma certa mulher ao espelho

Essa mulher em frente ao espelho sou eu. Envelhecida, trago no rosto rugas profundas. Tenho o semblante pesado e tristonho. Essa mulher sou eu? Acendo a luz e me sinto ainda pior. O que vejo não me agrada. Levo um tempo observando melhor as marcas que o passar dos anos deixou em mim. Respiro fundo, mas não choro. Minhas lágrimas secaram. Faz tempo que não … Continuar lendo Uma certa mulher ao espelho

Virada em busca do incerto

Eduardo de Ávila Algumas semanas já se passaram, como procuro fazer, trouxe aqui prosas sobre reflexões do momento que estamos experimentando nessa passagem pelo planeta Terra. É o propósito dessa ocupação semanal neste espaço, ao lado de pessoas que a vida foi nos presenteando leve e lentamente até unir em torno deste Mirante. É um blog que propõe uma reflexão, sob diferentes olhares de cada … Continuar lendo Virada em busca do incerto

Natal? Gosto sim!

Eduardo de Ávila Sem a intenção de contrapor a querida Rosângela Maluf, no seu texto de domingo, trago aqui meu novo sonho de Natal. Diferente dos tempos em que acordava com o presente ao lado da cama, já relatei aqui em outras oportunidades sobre meu roteiro natalino de cada ano. Desde 2012, quando fui desafiado por uma colega de academia – Vânia, no Minas –, … Continuar lendo Natal? Gosto sim!

Necessidade crescente de ressignificar

Eduardo de Ávila Sim, às vezes leio que o ser humano não deu certo, mas é incorreto generalizar. Se nos meus tempos de criança, aliado na espera do Papai Noel carregava um sentimento medonho de lobisomem e outras lendas, nos dias atuais esse pavor é real. Pior, tem atores verdadeiros que aterrorizam nosso dia a dia e – no mínimo – sobre alguns deles causam … Continuar lendo Necessidade crescente de ressignificar

Futuro do pretérito - Fonte: pixabay

Futuro do pretérito

Daniela Piroli Cabral danipiroli@hotmail.com Minha filha acabou de completar 12 anos e está aprendendo as conjugações verbais. Ela chega da escola frustrada, sem entender para que existem tantos tempos. Diz que nunca vai usar aquele conteúdo na vida, já que o único momento que existe é o agora.  Concordo, balançando afirmativamente a cabeça, uma sabedoria que demorei muito mais tempo para ter. Mas pondero: o … Continuar lendo Futuro do pretérito

Dezembro é o mês de renovar propósitos

Eduardo de Ávila Todos nós, não me incluo fora dessa intenção, usamos datas para tomada de decisões. Porém, aprendi com os tempos algo que não percebia quando dava espaço ao confortável jeito reclamante. Comecei a perceber que o copo pela metade deve ser olhado na condição de meio cheio e nunca como meio vazio. Sou pessoa de fé, tenho uma religião por escolha pessoal, que … Continuar lendo Dezembro é o mês de renovar propósitos

Decisão judicial tem de ser respeitada

Eduardo de Ávila Aprendi com um dos políticos mais interessantes com quem tive contato, ainda que muito restrito: Hélio Garcia. Cobria o Executivo como jornalista de redação em seu segundo mandato e, no primeiro – já na campanha, ele como vice de Tancredo –, fui vereador eleito na minha Araxá. Nessas ocasiões, aprendi a apreciar seu jeito prático de lidar com assuntos delicados e que … Continuar lendo Decisão judicial tem de ser respeitada

Holofote, holofote, holofote

Eduardo de Ávila Assistimos, com muita tristeza, à busca de visibilidade a qualquer preço. Através das redes sociais, não tenho dúvida, surgiram os chamados influencers que – em sua grande maioria – buscam cliques e recompen$as pela quantidade de seguidores. Alguns poucos apresentam conteúdo que merece ser apreciado, mas a grande maioria vomita asneiras e – em nome de uma falsa moralidade – contribui com … Continuar lendo Holofote, holofote, holofote

Um presente despretensioso e inesquecível

Eduardo de Ávila Sexta-feira, dia 8 passado, cheguei mais perto dos 70 anos. Calma, ainda faltam três; fiz tão somente 67. Mais que meu saudoso pai, que, beirando os 64 anos, deixou este então e até hoje adolescente à mercê de desfrutar o melhor dessa passagem pela vida terrena. E continuo sem pressa em viver na espiritualidade. Sei que lá é muito bom, mas aqui … Continuar lendo Um presente despretensioso e inesquecível

Quando eu morri...

Quando eu morri…

Rosangela Maluf Ontem, quando eu morri, era quarta-feira, 19 de abril, dois dias após o meu aniversário de 50 anos. Não pensei que uma cirurgia tão simples pudesse terminar em uma parada cardíaca. Estou achando que estou indo cedo demais, mas não teve mesmo jeito. A moça de azul entrou na sala do CTI, verificou os fios, suspirou profundamente, me olhou e apertou uma campainha … Continuar lendo Quando eu morri…