Fui sabendo de mim quando te encontrei.

Silvia Ribeiro Uma respiração trêmula e espessa regressou após dias longínquos, ficando transparente diante das minhas pupilas no minuto em que eu me aproximei do seu corpo. Estímulos que haviam se petrificado, no sentido de não me encontrar disponível, ocuparam o meu coração desatento com candura, e eu esperei pelas palavras que saiam da sua boca como quem aguarda uma fruta madurar no pé. Abandonei … Continuar lendo Fui sabendo de mim quando te encontrei.

Propósito

Mário Sérgio Das muitas ações prometidas para o próximo ano, mês ou a segundafeira que vem, poucas se cumprem. Algumas delas até são tentadas, iniciadas, mas abandonadas em pouco tempo. Expectativas de eliminar alguns quilos, aposentar o cigarro, parar de beber e até mesmo buscar um emprego ou outra fonte de renda com foco em sair da dependência de terceiros para sobreviver. Inclusive sob o … Continuar lendo Propósito

Resistindo ao fanatismo

Eduardo de Ávila Já começo essa reflexão, até para me posicionar, que existe uma diferença abissal entre fanático e apaixonado. Muita gente tem o hábito de, no meu caso, dizer que sou fanático com o meu Galo. Não é verdade, sou apaixonado sim pelo time do meu coração. Eu e milhões de Atleticanos, talvez o que pode me expor é o fato de não evitar … Continuar lendo Resistindo ao fanatismo

Uma serva

Silvia Ribeiro Conscientemente, não planejo um efeito nas minhas escritas. Embora, tenha a certeza absoluta das reações que elas causam. Até porque, já me falaram muito sobre esses fenômenos. E quando recebo esse tipo de resposta, através de um amigo, ou muitas vezes, de alguém que eu nunca vi na vida, relembro o meu primeiro contato/interesse pela leitura. Episódios que produzem em mim significados que … Continuar lendo Uma serva

Em contrapartida…

Mário Sérgio E se algum dos conflitos em curso escalar para uma situação mais ampla, que afete mais nações? É um ponto a se pensar, porque já não será um conflito corpo a corpo, como bem lembrado, em 1972, pelo grande mestre Martinho da Vila em “Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade”: “Aprendeu-se a liberdade combatendo em Guararapes, entre flechas e tacapes, facas, fuzis e … Continuar lendo Em contrapartida…

Sílvia e os avós

Peter Rossi Sílvia vivia com a mãe, Otília, em uma casinha simples, cercada de luz e felicidade por todos os lados. Aquela casa que a gente sempre imagina, com uma cerca baixa, jardins de rosas na frente, cada um ladeando um caminho de pedrinhas até o primeiro degrau da escada da varanda. Moravam apenas as duas. Otília com seus quarenta e poucos e Sílvia com … Continuar lendo Sílvia e os avós

Das memórias e das artes, o inconsciente se reinscreve

Sandra Belchiolina Há emoções que nos atravessam como ventos antigos. Elas chegam do mundo, pelas frestas da pele e do olhar, e se misturam às paisagens internas onde moram as lembranças. O que nos toca, o que nos enlaça, é sempre filtrado — pela consciência, pelo inconsciente, por aquilo que insiste em deixar marcas. As experiências da infância, longe de passadas, seguem em nós como … Continuar lendo Das memórias e das artes, o inconsciente se reinscreve

Quem matou nossos sonhos e esperanças?

Eduardo de Ávila Nos últimos dias, notadamente da semana passada, várias pessoas me perguntando “quem matou Odete?” Confesso que não coloquei o sobrenome, pois ouvia, mas sei lá como se escreve. Essa transcrição fonética, assim que soube do que se tratava, não me despertou qualquer curiosidade. Seguramente tem cerca de quatro décadas que desencantei com a televisão e seu uso em benefício de interesses que … Continuar lendo Quem matou nossos sonhos e esperanças?