Não posso te obrigar a ficar comigo. Aliás, não posso nada.
Mas, também não posso obrigar o meu coração a te esquecer.
O meu coração não é um “ser comum”. Nunca foi, e desde sempre, eu soube disso.
Nas melhores horas e nos tempos ruins, ele concentra energia em pensamentos que sabem onde é o seu lugar. Ele nasceu perfeito.
Tenho a memória permanente do seu cheiro me acariciando inteira, da calma das suas mãos dentro do meu vestido, da vibração do seu gozo, da cor dos seus olhos, que mais ninguém tem igual.
Aprender a conviver com a distância é um estado cruel e, talvez, isso seja a maior prova de amor.
Quando sinto a sua ausência, a saudade sangra em camadas profundas do meu ser, e carrego comigo a certeza de que tudo foi real. É sobre carregar uma história que nenhum outro ser pode ocupar.
Em cada gota desse sangue massacrado existe uma mulher que ama o suficiente para deixar marcas.
E eu me pergunto: Será que você sabe de tudo isso?
Mesmo tendo dentro de mim um jeito insano de te esperar, e de ter aprendido cedo o que é dizer adeus, não me quebro.
Sei que em algum momento eu estarei dentro desse seu olhar perdido.
O Amor é assim. As ilusões tambem são. Enfim o Amor é o Amor.
É o amor.
Intenso, como toda relação de afeto humano deveria ser.
Aprendemos a querer, a sorver o prazer de ter o amor.
Mas nunca, em momento algum nos ensinam a superar a perda do objeto do nosso amor.
Apesar, que as vezes, a gente acha que sabe.
As vezes a ignorância é sábia, o não saber da consequência de seus atos evita você sofrer por antecedência.
Acredito que seja uma ignorância proposital.
Quando arriscamos a escrever, muitas vezes falta-nos ideias, imaginação, criatividade.
Ficamos presos no carrossel do nosso ego, que gira, gira e sempre volta a bater na mesma tecla.
Ou será que na nossa falta de maturidade, confundimos o desejo real com o desejo imaginário?