Skip to main content
 -
Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Eduardo de Ávila Eduardo de Ávila

Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

Guilherme Scarpellini Guilherme Scarpellini

Jornalista que se interessa por tudo o que a todos pouco interessa. E das beiradas, retira crônicas.

Rosangela Maluf Rosangela Maluf

Professora universitária na área de marketing e nas montanhas de Minas lê, escreve e sonha!

Sandra Belchiolina Sandra Belchiolina

Psicanalista, consultora de viagens, amante da vida, arte e cultura na sua diversidade. Vamos conversar de viagens: nossas e pelo mundo.

Taís Civitarese Taís Civitarese

Pediatra formada pela UFMG. Trabalha com psiquiatria infantil e tem um pendor pela filosofia.

Victória Farias Victória Farias

Jornalista e estudante de Relações Internacionais, além de editar o blog fará uma crônica semanal do nosso cotidiano.

O que é um “homem de verdade”: sobre “o silêncio dos homens”

Foto: Divulgação | Web
Daniela Piroli Cabral
contato@danielapiroli.com.br

(Texto original publicado em 06 de Novembro de 2019).

Novembro chegou e é tempo de sensibilizar os homens para o cuidado com a saúde, especialmente em relação a prevenção do câncer de próstata, durante a Campanha Novembro Azul.

Ano passado, eu já tinha escrito sobre o porquê os homens não vão ao médico, e acho importante voltar a esta temática principalmente em relação à saúde mental masculina. 

Na minha prática clínica, apenas cerca de trinta por cento dos pacientes são homens. Geralmente são as mulheres que percebem mais seus sintomas e procuram ajuda. A psicoterapia acaba sendo um campo do feminino. 

Já recomendei o documentário “The Mask You Live In” no post anterior e hoje quero recomendar o documentário brasileiro “O silêncio dos homens”, com direção de Ian Leite e Luiza de Castro, que é indispensável para qualquer profissional da saúde que lide com a população masculina e também para qualquer homem que “sofra calado”.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os dados apresentados lá, são, no mínimo, interessantes: “7 em cada 10 homens não falam sobre seus maiores medos e dúvidas com os amigos”.

Ou seja, os homens não costumam externalizar seus sentimentos e, consequentemente, recebem menos suporte social quando necessitam. 

O documentário aborda brilhantemente toda a construção social de um estereótipo do que baliza o “ser masculino”, inclusive com recorte de raça e classe social, fundamentais na nossa diversa, miscigenada e desigual sociedade brasileira. 

Além disso, aborda também os impactos psicossociais da “masculinidade tóxica”: violência doméstica, ausência da paternidade responsável, o ser hétero, e a auto agressão, levando a até suicídios masculinos – sempre com mais chance de letalidade que os suicídios femininos. 

Dessa forma, vemos como a construção e a manutenção de uma cultura machista acaba sendo nociva não só para as mulheres, mas também para os próprios homens, muitas vezes privados de externalizar suas vulnerabilidades de maneira verdadeira e fora de um repertório psicossocial estreito e muito limitado do que “é ser homem de verdade”.

Por fim, é relevante falar sobre as rodas de conversas masculinas, importante instrumento terapêutico capaz de potencializar o processo de mudança.

Vale a pena cada um dos sessenta e poucos minutos. Para homens e mulheres.

Para saber mais:

*

Curta: Facebook / Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.