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A fragilidade das siglas partidárias

Arte: Valdo Virgo/CB/D.A Press
Arte: Valdo Virgo/CB/D.A Press
Eduardo de Ávila

Estamos caminhando para as eleições de 2022, em que escolheremos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, sob a égide de legendas fracas e sem consistência. O atual presidente sequer tem partido, uma vez que abandonou a legenda de aluguel utilizada em 2018. Em sua vida pública, ao que parece, já transitou em quase dez agremiações partidárias diferentes. Vale dizer, nunca teve qualquer comprometimento ou afinidade com nenhuma delas.

Seu principal contendor, o ex-presidente Lula (PT) tem muito mais visibilidade que o próprio partido. A bem da verdade, o Partido dos Trabalhadores – não fosse o Lula – seria um entre tantos outros que figuram sem chances nas eleições brasileiras. Os recentes resultados das urnas nas escolhas proporcionais, comprovadamente, confirmam essa afirmação.

Já até disse e admito novamente votar no Lula – não pelo PT – sim por sua história de vida e realizações de seu governo. Isso é o fato gerador do ódio daqueles que se julgam atingidos pela ascensão do poder aquisitivo das pessoas de baixa renda. Gente conhecida no nosso meio como pobres de direita. Na falta, claro, de uma interessante terceira via voto no Lula e não no PT.

Dois partidos tiveram destaque no cenário nacional. O MDB, dos tempos de Ulisses, Tancredo, Montoro, Simon e outros, porém após a saída de cena desses verdadeiros homens de espírito público, se perdeu em mãos que levaram o país a temer pelo futuro.

A outra foi o PSDB, nascida de uma costela do então PMDB, porém com o mesmo vício de acreditar serem os donos da purificação, honestidade e princípios que jamais foram aplicados quando se tornaram governo. Para não alongar, uma única afirmação, qual foi o custo social da aprovação da tese da reeleição em benefício do FHC? Nem entrei noutras questiúnculas relacionadas ao mesmo assunto.

Quando deixaram o governo, teve o PT a grande oportunidade de debater e promover as reformas sempre prometidas em praça pública. Administrativa, financeira, tributária, partidária e eleitoral. Mas deixaram o tempo passar – 14 anos – até que veio a conspiração que tirou Dilma do poder, articulada pelo PSDB e PMDB.

A mão foi tão pesada que as duas principais legendas, ao lado da grande imprensa que promoveram aquele levante, ficaram chupando dedo e assistindo a ultradireita receber votos de conservadores cristãos. Que se dizem. Não tenho essa convicção. Os que conheço são fake cristãos.

Em Minas Gerais, atropelando petistas e tucanos, veio a grande surpresa nas últimas eleições. A vitória do Novo que não traz nada de novo. São conservadores, retrógados e ultrapassados,  assim como a maioria das legendas existentes. Talvez o único diferencial não seja na sigla travestida de Novo, mas sim no governador eleito.

Quem me conhece e me acompanha sabe, até porque nunca omiti meu parentesco próximo ao Romeu Zema, e também que ele só teve o meu voto no segundo turno. Reafirmo minha convicção em seus princípios morais, éticos e de cidadão honesto. Qualidades em baixa noutros partidos, inclusive no campo que sempre militei em meus 63 anos de vida.

Rapidamente faria algumas considerações. Assumiu o governo, deixado por Pimentel, com débitos de repasses às prefeituras, salários sendo parcelados e décimo terceiro em atraso. Enfrentou todo tipo de sorte (ou azar?) com enchentes, barragem de Brumadinho, até chegar à pandemia que paralisou o mundo todo.

Em meio a isso, ele vem honrando e organizando as finanças de Minas Gerais. Prefeituras recebendo o débito deixado por Pimentel e o atual, sem atraso, e ainda mais da metade do funcionalismo já recebendo no quinto dia útil, conforme determina a legislação. E isso vem acontecendo sem estardalhaço, ao contrário, mineiramente arrumando a casa. E incomoda a quem não tem onde atacar.

Acredito, falo pelo que percebo, que em breve todos os servidores estarão com os salários sendo depositados nesta data e até que podemos virar o ano com o décimo terceiro quitado. A atração de investimentos, gerando emprego e renda, em dois anos e meio, supera todos os últimos governadores. Seus adversários, notadamente aqueles que têm interesse eleitoral, já tentaram de toda maneira desestabilizar sua gestão. Honrado e honesto então apelaram – sem êxito – com futricas de ordem pessoal que foge à tradição republicana do Brasil e de Minas Gerais. Segue incólume às ações de quem opta por politicagem à gestão pública.

Entretanto, essa legenda que se auto intitula como Novo – assim como o PT e PSDB – se acha possuidora da vestal de professores de Deus, da ética e da moralidade. Petulantes e convencidos. Concomitante a isso, um grupinho de ninfetos (que no interior chamamos “cheirando cueiro de bebês”) – mas têm a total confiança dele – manipulam ao seu prazer e intenções as informações que chegam ao governador. Desde pessoais até de interesse de gestão.

Essa blindagem, em favor desse projeto ultrapassado – que atende por Novo –, afasta o governo de parlamentares – sobretudo estaduais – e de quem nem tem interesse em qualquer ação do governo. Alguns assessores próximos, desde o primeiro escalão até a ante sala do governador, deixaram o governo por ânsia de vômito desses novinhos auto-iluminados. Até o vice Paulo Brant se afastou, claramente pela ação nociva e nefasta do Novo. Ouçam essa interessante entrevista dele, ontem para a jornalista Edilene Lopes da Rádio Itatiaia.

O caso da CEMIG, que a exemplo da CPI dos Fura Filas não vai atingir o governador, é típico de ação dessa gente, cujo currículo se não é filho – sabe-se – é genro. Assim caminhamos para 2022, sem legendas partidárias consistentes e tendo de fazer escolhas pessoais para o próximo mandato. Honestidade, políticas públicas sociais e princípios democráticos orientarão a minha definição de voto. Por hora, se não aparecer coisa melhor, Lula e Romeu!

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