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E o segundo ato já entrou em cena

Foto: Divulgação

Pois é, na segunda-feira, eu disse que muita coisa ainda seria modificada até o dia 15 de agosto, prazo para os registros de candidaturas. Teve quem contestasse. Deixei claro que existem três candidaturas com maior potencial: Antônio Anastásia, Fernando Pimentel e Márcio Lacerda – optei por ordem alfabética, antes que me crucifiquem.

Naquela oportunidade, os demais postulantes eram considerados figurantes, inclusive o deputado federal Rodrigo Pacheco. Eleito pelo PMDB, há quatro anos, para o primeiro mandato, teve súbito destaque na Câmara dos Deputados. Coisa rara de acontecer, em primeiro mandato, ganhou de presente a Comissão de Constituição e Justiça e soube tirar proveito da situação.

Na sua estreia no Congresso Nacional, tornou-se parlamentar influente – quase uma vedete. Credenciado, como ele e seus seguidores se definiam, mudou de partido – optou pelo DEM – para cacifar na sucessão mineira. Atraiu nada menos que o prefeito Odelmo Leão, de Uberlândia, famoso cacique do sertão da farinha podre. A motivação de Leão tinha justificativa.

Anastásia acabara de escolher o uberabense Marcos Montes como vice de sua chapa. Montes é aquele que troca o nome do seu cabeça de chapa ao exaltar o nome do “escondidinho” Aécio. Pois Leão, que em tempos recentes, fora aliado de Aécio e Anastásia, insatisfeito impôs sua atual esposa, Ana Paula Junqueira, como vice na chapa do ex-peemedebista e atualmente democrata Rodrigo Pacheco.

Ocorre que Pacheco, menos de 24 horas depois de ter seu nome homologado em convenção com a presença de lideranças nacionais, abriu mão de sua postulação. Tudo isso em nome dos “interesses maiores de Minas Gerais”, acomodando em disputar uma das duas vagas ao Senado numa “troca de apoio” com a chapa liderada por Anastásia. Nada que surpreenda ao mais desinteressado no assunto.

Teria passado quase despercebido, não fosse a reação imediata da tropa de choque do Leão. Voluntarioso, de poucos amigos e estilo reconhecidamente autoritário, o coronel/prefeito não digeriu bem a “negociação” na “calada da noite”. Afinal, Ana Paula, abdicou de disputar um mandato de deputada federal para aliar a Pacheco.

Daí surgem duas consequências imediatas na base eleitoral do prefeito. A primeira – como efeito cascata – foi a retirada do apoio e incentivo dado ao vereador Roger Dantas, que pretendia chegar à Câmara Federal. A esposa agora é novamente candidata a vaga de deputada. Não consegui apurar, se a exemplo do que Lacerda fez aqui com Paulo Brant, quem ficou encarregado de comunicar ao vereador que tiraram o seu tapete.

A outra é daquelas situações que não tem pai em política. Quando é coisa boa, louvável, aparecem muitos idealizadores. Já, como no caso, trata-se de panfletagem apócrifa, via redes sociais, todos desconfiam, mas ninguém se atreve a apontar o dedo. Nem eu! Li e reli o que também me chegou sem remetente. Cópia impressa em papel A4.

Entre tantos ataques ao ex-notável e potencial candidato ao governo de Minas Gerais, Pacheco agora é chamado de “rondoniense”. Nem sabia que o parlamentar era nascido lá por aquelas bandas. Chamaram a convenção dos Democratas de “teatral convenção”. Interessante, o título do post do blog na segunda-feira, coincidentemente tratava as convenções como o “primeiro ato do espetáculo”.

Ainda, depois de acusar pretenso candidato de ter usado Uberlândia como “balcão de negócios”, não mediram adjetivos para qualificar o potencial e ex-líder: “inescrupuloso, fantoche de Aécio”, que teria usado de abusado de um “homem sério como Odelmo Leão, que queria dias melhores para os mineiros e caiu no golpe do Pacheco”.

E por fim, expôs a quem desconhecia quem foram os responsáveis por um adesivo distribuído em toda Minas Gerais. “Nem um, nem outro”, tinha as cores vermelha (PT) e azul (PSDB).

Aguardemos os próximos capítulos deste cenário conhecido e manjadíssimo que se repete de dois em dois anos. Com os mesmos atores e seus personagens daquele teatro, o mesmo enredo e roteiro, enfim “tudo pelos interesses maiores” de cada um dos envolvidos.

One thought to “E o segundo ato já entrou em cena”

  1. Amigo,
    Bom dia!
    Li o seu artigo, achei ótimo!.
    Cá entre nós, aos poucos esses políticos estão descobrindo que o céu e o inferno deles é aqui na terra mesmo.
    Márcio traiu o PT, que foi seu padrinho, e acabou no inferno político.
    Pacheco, que como se diz em Araxá: a fama subiu à cabeça, se entusiasmou, trocou o MDB pelo DEM e também foi parar no inferno.
    Embora eu não o conheça, não acredito que ele tenha ficado feliz com a vaga de senador.
    Como já disse Zeca Baleiro:
    Será que essa gente percebeu,
    Que essa morena desse amigo meu,
    Tá me dando bola tão descontraída,
    Só que eu não vou em bola dividida,
    Pois seu ganho a moça eu tenho meu castigo,
    Se ela faz com ele vai fazer comigo.

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