O escarnecedor e o enternecido

Eduardo de Ávila Vivemos, seguramente, os piores tempos de nossas vidas e, quiçá, da humanidade. A polarização destruiu relacionamentos – familiares, vizinhança e de toda ordem – em nome de uma falsa moralidade. Leio e ouço cidadãos que se dizem do bem avaliando e julgando quem pensa diferente, como se esses, entre os quais muitos que amam e até batem continência para a bandeira de … Continuar lendo O escarnecedor e o enternecido

Saudade de mim mesmo

Eduardo de Ávila O ano mal começou e já me dá sinais que será, mais uma vez, de muita provação. Aprendi com o tempo a administrar bem minhas emoções, positivas e negativas, tanto que nunca cheguei ao ápice de qualquer euforia e tampouco conheci o fundo do poço. Quando aproximo de uma dessas extremidades, já começo a me preparar para o caminho de volta. Aprendi, … Continuar lendo Saudade de mim mesmo

Reminiscências que provocam boa nostalgia

Eduardo de Ávila No final de semana, tragado pela necessidade de uma dura e difícil viagem, tivemos dez horas (cinco cada percurso) de boa prosa sobre família e experiências de um passado já muito distante. Prima, irmã e cunhado, me fizeram companhia até Araxá na despedida de um sobrinho que partiu precocemente para a espiritualidade. A oportunidade sugeriu boas lembranças de muitos que já partiram … Continuar lendo Reminiscências que provocam boa nostalgia

Luto - Fonte: Pixabay

Luto

Perdemos todosAmanda perdeu o paiRosane perdeu a mãeJoão perdeu o filhoBruno perdeu a avóGislaine perdeu a saúdeAlice perdeu o arAntônio perdeu a vidaAssim como AldirAníbal perdeu o empregoRoberto perdeu dinheiroBeatriz perdeu o ônibusCarol perdeu a provaMaria perdeu as chavesRodrigo perdeu a horaDaniela perdeu a vozGustavo perdeu a paciênciaJair perdeu o respeitoFlávio perdeu a esperançaA vida perdeu o sentidoPerdemos tudo Continuar lendo Luto

Natal? Gosto sim!

Eduardo de Ávila Sem a intenção de contrapor a querida Rosângela Maluf, no seu texto de domingo, trago aqui meu novo sonho de Natal. Diferente dos tempos em que acordava com o presente ao lado da cama, já relatei aqui em outras oportunidades sobre meu roteiro natalino de cada ano. Desde 2012, quando fui desafiado por uma colega de academia – Vânia, no Minas –, … Continuar lendo Natal? Gosto sim!

Necessidade crescente de ressignificar

Eduardo de Ávila Sim, às vezes leio que o ser humano não deu certo, mas é incorreto generalizar. Se nos meus tempos de criança, aliado na espera do Papai Noel carregava um sentimento medonho de lobisomem e outras lendas, nos dias atuais esse pavor é real. Pior, tem atores verdadeiros que aterrorizam nosso dia a dia e – no mínimo – sobre alguns deles causam … Continuar lendo Necessidade crescente de ressignificar

Dezembro é o mês de renovar propósitos

Eduardo de Ávila Todos nós, não me incluo fora dessa intenção, usamos datas para tomada de decisões. Porém, aprendi com os tempos algo que não percebia quando dava espaço ao confortável jeito reclamante. Comecei a perceber que o copo pela metade deve ser olhado na condição de meio cheio e nunca como meio vazio. Sou pessoa de fé, tenho uma religião por escolha pessoal, que … Continuar lendo Dezembro é o mês de renovar propósitos

Foto: Pixabay

O amor é um som

Daniela Piroli Cabral contato@danielapiroli.com.br O amor é um som colorido Que vibra, ecoa, pulsa Corações na mesma frequência desejante de puro prazer O amor é um som que atravessa Intensidade desmedida Irregularidade dos tons Perfeição de ruídos O amor é um som de silêncio Que nos enche de sentido (Des)equilíbrio dinâmico Duração (im)precisa O amor é um som de tristeza Não sintoniza, desafina Vaga em … Continuar lendo O amor é um som

Um presente despretensioso e inesquecível

Eduardo de Ávila Sexta-feira, dia 8 passado, cheguei mais perto dos 70 anos. Calma, ainda faltam três; fiz tão somente 67. Mais que meu saudoso pai, que, beirando os 64 anos, deixou este então e até hoje adolescente à mercê de desfrutar o melhor dessa passagem pela vida terrena. E continuo sem pressa em viver na espiritualidade. Sei que lá é muito bom, mas aqui … Continuar lendo Um presente despretensioso e inesquecível

Ainda pouca mas bendita chuva

Eduardo de Ávila Depois de cinco meses sem uma gota de água vinda do céu, vivendo uma seca e um desconforto que causava desespero, recebemos – ainda que em pouca quantidade – a dádiva divina desse mimo ofertado por Deus. E nem é castigo, até porque na minha fé religiosa não existe punição, mas sim a ação da ganância dos homens, que tem causado todo … Continuar lendo Ainda pouca mas bendita chuva