O “mito” e o STF

Taís Civitarese Em “Totem e Tabu”, texto de 1913, Freud teoriza sobre a organização das sociedades baseadas nos dois elementos presentes no título. Ele cita o exemplo de uma sociedade primitiva governada por um pai tirano que acaba sendo morto por seus filhos. Cientes de seu poder recém-adquirido, os filhos precisam fundar as leis (os tabus) para regulá-lo. Ao mesmo tempo, culpados por seu ato, transformam … Continuar lendo O “mito” e o STF

Sonhos não envelhecem: entre o tempo e o desejo

Sandra Belchiolina sandrabcastro@gmail.com Quando se é mais velho, a pergunta sobre os sonhos parece, por um lado, tão desnecessária… e, por outro, tão essencial. Por quê? É que muitas experiências já foram vividas. Famílias foram constituídas — ou não. Trabalhos, amores, perdas e encontros deixaram suas marcas. Desejos foram realizados, alguns abandonados pelo caminho: seja porque perderam o sentido, seja porque o tempo passou e … Continuar lendo Sonhos não envelhecem: entre o tempo e o desejo

Coisa íntimas - Fonte: Pixabay

Coisas íntimas

Daniela Piroli Cabraldanielapirolicabral@gmail.com (texto original publicado em 13 de outubro de 2021) A minha profissão me coloca em situação de privilégio para olhar o campo da intimidade. Cada dia mais me surpreendo o quão rico pode ser o universo interior das pessoas. No fundo, no fundo, todas elas carregam em si uma grande e complexa riqueza que fica presa ali dentro, no íntimo, preservadas do … Continuar lendo Coisas íntimas

De volta à rotina e resistência

Eduardo de Ávila Interessante! Nunca tive um diário, na minha época – ao que me lembre – isso era da rotina das mocinhas e inconcebível aos machinhos escrever suas proezas do dia a dia. Até porque muitas inconfessáveis de toda natureza. Notadamente ir, heroicamente, para a rua da zona depois das horas dançantes nos clubes Brasil e Araxá. Fato é que feitos dessa ou de … Continuar lendo De volta à rotina e resistência

Não dá para não estar livre 

Silvia Ribeiro Algumas coisas na vida pedem prontidão. E dentro desse contexto, estão os nossos encontros afetivos e avaliações autobiográficas. Quais histórias estamos escrevendo? Os laços emocionais são o nosso fogo vivo, aquele que arde e evidencia sinais claros do poder do amor. Algumas conexões a gente se aproxima por um encanto súbito, por reações químicas intensas e, comumente por idealizações interiores. Várias, por estar … Continuar lendo Não dá para não estar livre 

Segregação

Mário Sérgio Ah! Esses tempos de busca por votos a qualquer custo… Nem sempre é simples identificar quem comete os erros clássicos de campanha. E, também, é possível observar certas campanhas carregadas de “sincericídio”, esse neologismo que expõe candidatos com posturas pouco republicanas tão arraigadas que o impedem de as mascarar completamente. Para aqueles que gostam de cinema, o espetacular filme de 2014, estrelado pela … Continuar lendo Segregação

Não me chame de amor…

Rosangela Maluf Como sempre vem acontecendo nos últimos meses, ela acorda de mau-humor. Olha o relógio em sua mesinha de cabeceira e vê que ainda é muito cedo: 7h45. Resolve ficar mais um tempo na cama, mas sente-se mal. Quer respirar profundamente. Não consegue sem enorme esforço. Além disso, tem sede, muita sede. Talvez tenha sido o vinho que lhe acompanhara na noite anterior quando … Continuar lendo Não me chame de amor…

Maido – o novo nº1

Wander Aguiar Continuando a saga dos restaurantes — e para matar a saudade do Peru, já que esta semana faz exatamente um ano que estivemos por lá —, hoje vou contar um pouco sobre o Maido, um restaurante japonês-peruano localizado em Lima. Além de disputadíssimo, ele acaba de ganhar o prêmio de melhor restaurante do mundo pelo 50 Best Restaurants, minha lista favorita (já deu … Continuar lendo Maido – o novo nº1

A mãe desnecessária

Taís Civitarese Segundo o pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicot, uma boa mãe é aquela que tende a tornar-se desnecessária para seus filhos com o passar o tempo. Não é difícil compreender essa ideia. A mãe deveria atender às necessidades de seus bebês e crianças pequenas e, gradualmente, permitir que adquiram independência e autonomia. O que deveria restar entre ambos seria uma relação prazerosa de convivência … Continuar lendo A mãe desnecessária