Em contrapartida…

Mário Sérgio E se algum dos conflitos em curso escalar para uma situação mais ampla, que afete mais nações? É um ponto a se pensar, porque já não será um conflito corpo a corpo, como bem lembrado, em 1972, pelo grande mestre Martinho da Vila em “Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade”: “Aprendeu-se a liberdade combatendo em Guararapes, entre flechas e tacapes, facas, fuzis e … Continuar lendo Em contrapartida…

Canta, Mocidade!

Mário Sérgio Em 1985 um dos sambas que mais me emocionaram foi o da maravilhosa Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel. A música, Ziriguidum 2001 – Carnaval na Estrelas,  buscava projetar um futuro imaginado a partir dos avanços tecnológicos e de todas as preocupações com a proximidade do novo milênio. Foi a partir desse tempo que meu coração, folião de primeira, adotou esta … Continuar lendo Canta, Mocidade!

O preço da liberdade

Mário Sérgio Ser livre, imagino, tem conotação especial para cada pessoa. É a percepção individual, podendo ser influenciada pela cultura em que se insira, onde as suas vontades podem ser satisfeitas na proporção em que a outros também seja plausível conquistar as suas. Nesse contexto, aprendi, a duras penas, que alguns instrumentos libertários podem ser – e frequentemente são – confundidos com equipamentos de opressão. … Continuar lendo O preço da liberdade

Você veio!

Mário Sérgio Em uma das viagens que fizemos à praia de Porto Seguro, na Bahia, resolvemos fazer um passeio especial. Fomos a uma praia em Arraial d’Ajuda, Mucugê. Para chegar lá, trem uma travessia de barco em que se pode começar a ter contato com outros visitantes e residentes. Essa é uma das vantagens desse espaço reduzido em que se encontram muitas pessoas. Há também, … Continuar lendo Você veio!

Credibilidade

Mário Sérgio Para conferir valor a um determinado produto importado, numa propaganda de eletrônicos, quando perguntado pela garantia, o vendedor respondia com claro sotaque castelhano: “- La garantia soy jo!“. A própria aparência daquele fornecedor era um estereótipo do “muambeiro” paraguaio.  Indicação de que aquele produto teria sua origem na cidade fronteiriça à bela Foz do Iguaçu: Ciudad del Este e que não mereceria qualquer … Continuar lendo Credibilidade

Bom senso

Mário Sérgio Quando aquela mocinha linda, com seus 16 anos e ruiva, quis demonstrar à sua querida amiga uma forjada decepção, usou termos pesados. A amiga, que sabia de seu interesse por um jovem da outra turma, na mesma escola, no intuito de promover a aproximação, contou ao rapaz, esportista e inteligente, da admiração da jovem. Ele sorriu e dirigiu à pretendente um olhar conspirador … Continuar lendo Bom senso

Bem-querer.

Mário Sérgio “Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos…”, é mais uma loa, expressa pelo genial mineiro Beto Guedes, em 1979, ao início da primavera no hemisfério sul. É possível viajar nessa letra, assim como em todas as vontades expressas no sucesso de 1973, interpretada pela ótima cantora Vanusa que a compôs em parceria com Mário Campanha, “Manhãs de Setembro”. A chegada … Continuar lendo Bem-querer.

Liberdade… Ainda que tardia.

Mário Sérgio “Nada de grandioso entra na vida dos mortais sem a contrapartida de uma maldição agregada”. Estas palavras, em tradução livre, foram expressas pelo grande dramaturgo grego, Sófocles, há mais de 2.500 anos. Ele buscava retratar a realidade, a vida da nobreza. Resgato aqui sua colocação em homenagem ao fato de que ele viveu por 68 anos, de 569 a 501 a.C., portanto a … Continuar lendo Liberdade… Ainda que tardia.

Círculo virtuoso

Mário Sérgio Uma das maiores filósofas do nosso tempo, judia nascida na Rússia e radicada nos Estados Unidos, a Dra. Ayn Rand ponderou o seguinte: “Quando você percebe que, para produzir, precisa autorização de quem nada produz; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia, não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e influência, mais do que … Continuar lendo Círculo virtuoso

Malícia

Mário Sérgio A moça jovem, bonita, vestida com elegância esportiva e usando um celular de modelo recém-lançado, regateia o preço, vinte reais, por um saco, do tipo redinha, com vinte mexericas ponkan. Estavam realmente lindas as frutas, dispostas ao colo do cadeirante que se esgueira lépido entre os carros parados diante do sinal fechado. Sua habilidade não causava preocupação àquela motorista do BMW branco cujas … Continuar lendo Malícia