Sobre o filme ”Anniversary“

 

Acabei de assistir ao filme “Anniversary” com Diane Lane e isso me lembrou que estamos em ano de eleição. O filme narra um aniversário de casamento em que o terceiro e único homem dos quatro filhos do casal traz a namorada para apresentar aos pais. Essa namorada tem pensamentos antidemocráticos, sendo ex-aluna da universidade onde a sogra leciona e com quem já teve rixas ideológicas. A partir desse encontro, desenrolam-se os acontecimentos.

Não pretendo trazer spoilers do filme, mas o recomendo fortemente por mostrar cenários perfeitamente possíveis diante da radicalização do pensamento e o que pode acontecer quando se fecha os olhos para o passado e para a História.

Também é abordado o perigo da limitação cognitiva, sendo esse outro dos grandes males do nosso tempo, capaz de potencializar o que já é ruim em qualquer situação.

Apesar de aparentar ser um filme sobre família, ele trata principalmente de ideologia política.

Por tal motivo, é uma recomendação válida neste 2026 para trazer reflexão sobre os riscos dos posicionamentos que abraçamos. Alguns podem parecer de início positivos e alinhados aos bons valores que embasam nossos pilares morais como a justiça, a liberdade, a segurança e o patriotismo. Porém, lembremos que essas palavras podem ser usadas por qualquer um.

Muitos também mencionam “Deus” apropriando-se da religiosidade para imprimir em si uma aura de bondade e humildade sem que suas ações correspondam às mesmas qualidades. Precisamos observá-los com atenção.

Palavras bonitas podem realmente ser utilizadas por qualquer um. Todos nós conhecemos pessoas que agem bem sem que aparentem ser o estereótipo do bom.

E algumas vezes a liberdade que se defende é apenas a dos iguais, em detrimento da de muitos…

Se de vez em quando pudemos cogitar se estamos errados, isso já tem valor. Já abre uma brecha para a aeração das ideias, para o amadurecimento do nosso pensamento.

Estaremos desta forma exercendo um nobre gesto, capaz de sanar muitos males de nosso mundo atual – embora escasso – que é a autocrítica.

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