Me transportando para um lugar de relações humanas, observo episódios que colocam em dúvida o que é real, e o que é coisa da cabeça.
A rotina enlouquecedora dos dias atuais, não justifica a falta de fluência entre as pessoas e uma comunicação verbal áspera. Gestos que mais parecem torrões de indignações jogados na nossa cara.
O curioso é que os sentimentos “ditos nobres”, tão propagados aos quatro ventos, não são bem-sucedidos. E o pior, não se sustentam quando o ego tem a meta de ser maior que o mundo.
Originalmente, deveríamos ter um senso comum sobre a nossa existência, e um repertório maior de compreensão da fragilidade da vida.
Tirar a própria casca e entrar na pele do outro teria que ser uma característica natural nas pessoas, algo que fosse acordado entre óvulos e espermatozoides. De preferência, secretamente. Só para não entrar olho gordo.
Nesses tempos de incertezas em que vivemos, encontrar um jeito certo de conectar com as pessoas é um fator marcante na coletânea das nossas experiências, e requer um molejo sobrenatural. As vezes, a nossa cintura não suporta.
Com tanto bicho-papão espalhado por aí, a nossa tendência é ter uma vida ressabiada, e um andar, cada vez mais precavido. E isso, dificulta todo esse processo de contemplação entre olho no olho.
Aproximar de uma outra identidade com a aprovação apenas do coração, é extraordinário, e poucas pessoas sabem disso. Ou, “Vê- não vendo”.
Sempre que alguém decide visualizar uma construção de afeto, logo se sente incompetente. É como se fosse exigido do seu cérebro um trabalho braçal.
Se guiam por corredores infindáveis, e prosseguem com a respiração lenta diante dos tormentos de tantas portas trancadas, fazendo de conta que são fortes.
Morar nessa casa que parece não ter chão, sem bulas na parede e com resíduos de hipóteses circulando no ar, é desdizer todas aquelas figurinhas que se levantam para gritar que estão assustadas.
Num justo momento, uma voz.
Segure a chave nas suas mãos- e solte os seus delírios.
Abra.
A Vida é um mistério e como protagonista tudo se passa em torno dele!
Um mistério delicioso.
Ben complicado. Ai deparamos com cegueira das pessoas truculentos e soberbas.
Ben complicado. Ai deparamos com a cegueira das pessoas truculentos e soberbas.
Ben complicado. Ai deparamos com a cegueira das pessoas truculentos e soberbas. Estamos aqui, justamente, para corrigir os erros do passado. E se não for desta vez, teremos novas oportunidades.
Um papel em branco.
Sem dúvida.