Wander Aguiar
Ontem, 11 de setembro, completei 36 anos e, como de costume, sempre faço reflexões sobre passado, presente e futuro, buscando observar os pontos que amadureci, como estou atualmente e o que pretendo para o futuro.
Apesar de não me aprofundar em muitas questões, concluí que, mesmo com os percalços do caminho, sigo evoluindo, principalmente no sentido de levar uma vida cada vez mais leve.
Como bom virginiano, sempre fui crítico, autocrítico, me cobrei muito e me disponibilizei demais para as pessoas, esquecendo vez ou outra das minhas próprias vontades. Acredito que, por me sentir tão abençoado por ter uma família incrível, pessoas maravilhosas ao meu lado, além de ter oportunidades que tenho consciência de que infelizmente poucas pessoas têm acesso, fui levando a vida dessa forma e acabei por me pesar demais.
Com muita terapia, venho seguindo um caminho mais leve, agradecendo aos acontecimentos do passado, vivendo mais intensamente o presente e, com responsabilidade, deixando um futuro menos engessado e programado com data e hora do que vai acontecer. Mas a principal diferença tem sido exercer o poder do “não”.
Agindo assim, tenho me sentido mais leve e gentil comigo. Aprendi que dizer “não” não é fechar portas, mas escolher caminhos. Não é se opor ao mundo, mas se alinhar consigo mesmo. Ainda assim, a maturidade me lembra que não podemos viver apenas do que queremos; há deveres que nos moldam e responsabilidades que também nos sustentam.
E talvez seja exatamente aí que resida a beleza da idade: na arte de equilibrar o querer com o dever, a liberdade com o compromisso. Crescer é descobrir que não precisamos mais carregar todas as expectativas, que podemos soltar o peso das amarras e andar com passos mais suaves.
Afinal, envelhecer não é ficar rígido, mas se tornar mais leve. Não é perder possibilidades, mas ganhar clareza. Não é sobre o tempo que passa, mas sobre a vida que, finalmente, começa a se encaixar.
Fantastico!
Parabéns!