Silvia Ribeiro
Com a expressão de quem vai adentrar um universo bem diferente do habitual, lá vou eu, numa tarde quente, com a ventania de agosto atravessando o meu rosto.
Como de costume, me adiantei no horário, e percebi que ainda faltavam alguns minutos para o meu compromisso. O jeito era gastar esse tempo.
De frente a Sala Minas Gerais, não resisti, e fui dar uma sondada na programação da filarmônica. Confesso que não frequento como gostaria, no entanto, para quem gosta de música clássica como eu, é impossível não sentir pelo menos a vibração do lugar.
E naquele dia, os ventos pareciam estarem à meu favor.
Antes que eu pudesse ter acesso a bilheteria, uma inusitada surpresa. Esbarro literalmente, com o meu amigo/jornalista, querido. Eduardo Ávila, no seu estilo original de se vestir e barba que não acaba mais. Sou recebida com um sorriso espevitado e um abraço macio.Tricotamos um pouco, tiramos fotos e cada um seguiu o seu destino.
Não posso deixar de dizer: Ele, com os seus neurônios fervilhando para fazer travessuras no grupo do Blog Mirante.
Apenas alguns passos, e eu já estava na Rádio Inconfidência para divulgar o lançamento do meu segundo livro, Café e Propósito, em crônicas passionais.
Sentada na portaria do prédio da emissora, e tentando me distanciar da ansiedade, uso a minha sensibilidade como pano de fundo.
Com uma mochila de lado, e uma simpatia digna de se ver, surge o radialista Everton Gontijo, preparado para bater o ponto e cumprir o seu ofício. Sou recebida com um abraço aonde cabem grandes amigos.
Uma boa prosa antes do início do programa, para aguardar o meu parceiro no livro, Gilbertto Barrouin, me ajuda a sintonizar com a minha tranquilidade.
Coração disparado, mãos geladas, bochecha vermelha, e tentando manter a pose. Diga-se de passagem: sintomas de amadora.
A vinheta anuncia que o programa “Delírio e cia”, está no ar. De repente, falta espaço para tanta gente. Sr. Onofre, e toda a turma, derrubam o ar condicionado malvado, e deixam o ambiente acolhedor.
Admirar a voz de um gigante da rádio, inserida no contexto daqueles personagens da vida real, comovia a minha mente e trazia para perto de mim velhos conhecidos.Tios, avós e amigos que circularam na minha vivência.
E como tudo que é bom dura pouco, o tempo voou sem que eu me desse conta. Selamos a nossa visita com um bom café. E eu, e o meu parceiro, continuamos em busca de mais propósitos.
Fomos participar do programa, “No Pique do Esporte”. Com o irreverente apresentador Bené Moraes, e o tarimbado José Cláudio.
Me sentindo um pouquinho em casa, ficou fácil entrar naquele clima descontraído, e soltar a risada com o jeitão simples e envolvente do programa. E sobretudo, falar do livro com entusiasmo.
A noite já havia caído lá fora, e a ventania de agosto ainda estava acordada. Porém, a minha expressão não era mais a mesma.
De volta para casa…
Levo comigo lembranças que tiram de dentro de mim um sorriso muito bonito.
Como sempre encantador
Obrigada!
Muito bem! Sentimentos de mais um objetivo alcançado.
Benedito
Como os poetas e escritores conseguem expressar com tanta sensibilidade
e riqueza de detalhes,coisas que para nós ,simples mortais, parecem tão obvias e corriqueiras, isso chama se ” dom”!!
Parabéns Silvia,e muito obrigado pela citação à mim e ao programa!!!
Querida Poetisa Sílvia Ribeiro.
Adorei esse texto.
Nesse você deixa a sua marca de amizade e cordialidade, com muita sensibilidade.
Fico feliz em saber que você gostou. Obrigada!