Minas Junina, julina,
de fogueiras mil,
milho na palha borbulhante em água fervente,
pamonha no cio,
será do tio?
E a canjica fumegante dança no prato.
Tem bandeirinha coloridas tremendo no varal,
tem chapéu de palha e vestido de chita,
tem moça faceira,
sanfona aflita,
e a garotada que vai e vem.
Tem criança correndo, rebolando
e correio elegante,
uma prenda a ser dada,
pra amor que se esquenta.
Do laço que acontece
ninguém escapa.
Será paixão passageira?
Tem quadrilha não ensaiada,
a criança no cavalinho pula-pula,
o pai que empurra Bebela no carrinho,
unicórnio branco.
A alma, tão branca,
se aquece.
Tem fogueira estalando segredo,
quentão que esquenta até pensamento,
pavio que acende lembrança,
e santo que ouve juramento.
São João, São Pedro e Santo Antônio
fazem roda no céu com a lua,
e a gente aqui embaixo
acende desejo na brasa da lenha da roça.
O homem cochila no banco de madeira,
a mulher vigia a vida inteira.
É o Pedruquio?
A noite estrelada
Pisca pro fogo
que se alonga, se estica,
e quase cutuca a estrela
Tudo é breve, bonito e matreiro.
A vida se mostra num estalo de fogos,
e se esconde de novo
na fumaça da lembrança.
E o pito de paia no canto da boca,
jeca não tem pressa,
ano que vem tem mais!
*foto: arquivo pessoal
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Sandra, que lindo!! Alma de artista enxerga o belo nas pequenas coisas, retratou perfeitamente em versos o que foi a tradicional festa dos CajuLopes. PARABÉNS!!