Taís Civitarese
O que fazer diante de uma guerra insolucionável?
O que fazer diante das notícias de Gaza?
Tomar um lado, encher nossa timeline de emojis de melancia? Colar muitas hashtags ao final de um story raivoso? Isso basta?
O conflito no oriente médio entre Israel e Palestina tem raízes profundas e longevas. Tem meandros de fé, injustiças, interesses econômicos, violência, radicalismo e xonofobia. Resistiu a acordos de paz, à ONU, a Clinton, a Jimmy Carter e a muitas tentativas de conciliação.
Quando leio sobre o assunto, me vêm à memória as aulas da escola em que aprendíamos sobre a inicial desproporcionalidade nas armas que evoluiu para o surgimento do terrorismo, o massacre israelense e as cenas de crianças perecendo de fome e de ferimentos em Gaza.
Diariamente surgem notícias que desafiam qualquer sentimento de humanidade que se tenha. Que adoecem a mente e emudecem por serem tão chocantes.
Resta saber se cabe algum tipo de ética na guerra. Existe algum limite?
Haveria algum tipo de honra silenciosa que torne a “vitória” menos indigna? Alguém se importa com dignidade nesta hora? Nestes meses? Neste mundo?
Existe dignidade diante da chance de morrer?
Existiria um lugar para a dignidade na consciência? Em não entrar para a historia como um governo sanguinário e desumano? E pensar que tudo isso é “por causa” de “Deus” e dos “Dez Mandamentos” cujo quinto deles diz: “não matar”.
Penso que devemos combater a indignidade em nós mesmos. O racismo, principalmente. A xenofobia, a pobrofobia a aversão ao diferente enquanto humano. Combater o orgulho cego, o ego e ampliar nossos mecanismos de amor e de compreensão.