Sandra Belchiolina
Maritaca pousou no murici
Verde e amarela, ambas
Em camuflada algazarra
O bando voa
Empanturrado de fruta
Um pouso para a noite
A beira mar, o descanso
Na madrugada
maritacas espiam
O sol chegando
E, de mansinho se põe em brasas
Elas anunciam em revoada
O novo dia
de céu e mar azuis
E o verde e amarelo pintam o azul
A vida segue firme
O tempo não tem pressa e a preguiça é mais gostosa
O pescador já foi e já voltou
Pescada branca transborda no tempo e no cesto
A vida continua por detrás do barco
Além barco
Ou seria no barco mar adentro?
Sustento de vida!
Pescador olha o vento
Dia vencido
De peixe vendido
De água azul
A revoada verde e amarelo passou
O menino passou
O sol passou
A lua cheia chega e um novo espetáculo se inicia
Nas castanheiras, as maritacas dormem em seus ninhos
Ao som das marés
Cumuru – baixa, vento no mar
Xatiba – alta, mar na falésia
Muito bom Sandra, não sabia que você também é poeta. Um beijo grande.
Obrigada Ronaldo. As palavras e seus sons me encantam e como em você – poeta.
Que lindo!
Obrigada
Maravilha!!! Fui transportada para esse lugar de PAZ e mar, além de ficar embevecida pelo canto das maritacas verdes e lindas…
Obrigada Gilda. são uma graça a mais em Cumuruxatiba. Beijos
Maravilhoso
Que lindo, Sandra! Muito sensível! Parabéns!
Também somos maritacas … mas sem cor , sem céu azul pra pintar, sem asa pra alcançar…
Essas sim , são verdadeiras e nós só olhos a decifrar! E bocas a maritacar. Aí aí
Adorei Sandra.!