Um homem de terno

Silvia Ribeiro

Existem muitos mistérios envolvendo um homem de terno.

É como se aquela roupa seduzisse na esperança de se achar pronta pra indagar a imaginação, cujo uma leitura que a gente quer saber apenas onde fica as aventuras do amor.

Trata-se de uma sinopse que se alinha com fetiches e devaneios, canções e uma bela mulher, Whisky e muito gelo.

Inspirações causadas por um paletó, uma calça, e uma gravata. No entanto, não é apenas um terno. É todo um gargalhar de sensualidade incitando os sentimentos com uma caligrafia consagrada, ainda que pareça um prazer ousado demais.

Não perdi a poesia.

Os seus olhos verdes, às vezes esbarrando num azul celeste, entra por todos os meus poros me lembrando viagens de belas vistas e um perfume que me acaricia. Me sinto entre estradas curvas à procura dos seus desejos e do seu sorriso bandoleiro e quase sempre abstrato.

Quero o seu corpo encontrando as minhas curvas, as suas mãos se sentindo importantes diante do meu prazer, e toda a alegria dos seus lábios se embaraçando nos meus seios. Te molhar com o meu suor e me entregar aos seus gemidos como uma oferenda cálida ou um famoso gozo inesperado.

Peço pra você chegar mais perto de mim, e nesse instante sou melodia única te envolvendo nos meus desígnios, acenando para o que eu quero encontrar dentro da sua roupa enquanto o meu coração provoca o seu sexo.

Alguma coisa me faz pensar que é uma emoção se rendendo de amores por mim ou um diálogo interno em forma de prosas e versos.

Mas é a sua fotografia.

10 comentários sobre “Um homem de terno

  1. Sílvia Ribeiro, Escritora e Poetisa maravilhosa!
    Adorei esse texto, que em um certo momento, me levou a várias viagens no tempo!
    Você como sempre, divina e mágica nos seus lindos texto!
    Grande abraço

  2. Sonhar sozinho é simplesmente um sonho, sonhar juntos é realidade. “Miguel de Cervantes, Dom Quixote de La Mancha”

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