Interessante como vivemos emoldurados em culpas. Parece que tentamos vestir uma capa de super-heróis que com um simples golpe de mágica tudo se resolve, e quando trombamos com essa impossibilidade enchemos os nossos ombros de culpas. Das mais rochosas até as mais levianas.
Pra quem não conhece, é aquela velha companheira que vive sempre nos rondando, apontando as nossas falhas, cochichando imbecilidades aos nossos ouvidos, enfraquecendo a nossa autoestima e roubando a cena como se fosse a atriz principal das nossas vidas.
Você não tem culpa de gostar da pessoa errada, muito menos de entregar o seu coração de bandeja sem pensar nas consequências, de ficar sabendo que grandes amores nem sempre foram os mais duradouros e que um singelo esbarrão de corações também pode ser amor. Muito menos de ser cordial com os príncipes ainda que eles se transformem em sapos.
Você não tem culpa de entender que promessas foram feitas pra serem cumpridas, que desejos podem morrer na carne, que gratidão é gostoso de sentir, que eternidade é apenas um cisco nos olhos, nem de pensar que o amor não foi feito pra doer e que lágrimas só se forem de alegria.
Você não tem culpa de acreditar que quem partiu não se foi pra sempre e que em algum momento iremos nos encontrar, que as lembranças são as nossas únicas heranças e que a saudade é só pra fazer um chamego, que os dias cinzentos existem mas que o pote de arco-íris do outro lado é só uma questão de tempo.
Você não tem culpa de ver que em alguns momentos a vida pode ser fria, mandona, um tanto quanto má, que joga os nossos sentimentos ladeira à baixo, que quer à todo custo ralar os nossos joelhos. Mas que também pode ser a nossa sobremesa preferida, a nossa cama quentinha, a canção que não sai da vitrola, o livro que acabamos de ler, o beijo que deixa um gosto de quero mais.
Você não tem culpa de sentir que a vida pode acordar ao nosso lado e nos dar a chance de re(começar).
Chega de culpa.
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E tudo isso aí! A verdade que grandes amores não duraram mas tudo tem seu propósito!
Cada um do seu jeito.
Enquanto vivos, estamos de pé para nas costas suportarmos o peso das agruras ou o leve sopro da brisa.
Sem dúvida!
Sílvia,
Poetisa e Escritora Maravilhosa!
Lindas e sábias palavras deste maravilhoso texto!
Parabéns!
Você sempre brilhando!
Obrigada!
...somos eternos aprendizes, espero continuar errando e acertando, chorando e rindo, sofrendo e comemorando...
Eu também.