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Inteligência ainda é um ativo importante na vida das pessoas. Disso não há a menor dúvida. No entanto, no mundo moderno, a flexibilidade assume um papel mais relevante que produz melhores resultados, em diversos sentidos, na relação de desempenho e sucesso. Pela grande disponibilidade de conteúdos e facilidade de acesso a informações, aliados ao grande volume de memórias públicas e gratuitas encontradas na Grande Rede, a disposição para pesquisa ganha corpo e valor. Observe-se, por exemplo, o alto número de pessoas que gabaritam provas de vestibulares e concursos ao redor do planeta, tendo outros tantos muito próximos disso. A dedicação leva a resultados inimagináveis há muito pouco tempo. E basta ao avaliado possuir uma inteligência mediana, comum à maioria da população.
A pergunta que se apresenta, então, é: qual a importância de se atentar para esse fato? Por que devemos nos preocupar com isso? Na realidade, debruçar-se sobre esse tema conviria apenas às pessoas que buscam “um lugar ao sol”, uma existência de boa qualidade e a segurança da independência financeira. O mérito está na capacidade de se adaptar às novas tendências, sem perder sua essência, e aproveitar as oportunidades que a vida oferece. Isso é ser flexível e a própria natureza determina as chances de quem vence e quem perde na batalha contínua pela vida. Um exemplo citado, em analogia, por Dale Carnegie, é a experiência do carvalho americano e do pinheiro. O primeiro é uma árvore grandiosa, de bela madeira nobre e rígida. O pinheiro é arqueável, flexível, de menor valor comercial. Quando atingidos pelo mesmo tornado, o carvalho rijo não se dobra e, assim, tende a se quebrar sob a poderosa força do vendaval, enquanto o pinheiro se verga docemente ao sabor da tormenta e, passada essa tempestade, retorna à sua postura original sem maiores danos. Essa capacidade de se flexibilizar empresta ao pinheiro uma condição especial para sua própria sobrevivência.
Em meio às turbulências de um país onde a alta administração apresenta uma narrativa distorcida e venal em favor daqueles que vivem à margem da lei, como se tal condição se justificasse como impacto direto ao que foi acordado socialmente, é preciso ter habilidade para preservar a própria dignidade. Quando a violência destrutiva do poder instalado se impõe – e a história está repleta de referências – somos instados a evitar maiores danos e, ao mesmo tempo, manter nossa hombridade.
No livro “A Psicologia Financeira”, Morgan Houseldemonstra que para crescer, é imprescindível correr riscos; no entanto, há um limite que não se pode ultrapassar, mesmo que a chances pareçam melhores, inclusive 99%: é quando a perda, o outro 1%, implica em impossibilidade de recuperação. É o caso, por exemplo, da “roleta russa” com uma arma de seis tambores. Há 83,33% de chances de vencer, mas, se perder, se acontecer nos 16,66% contrários, acabou, é irreversível.
A lucidez de entender a tendência de futuro, prescinde da prerrogativa por paixões doentias, alienações agrilhoadas por narrativas que não se sustentam frente aos fatos. Viver exige razão. E, também, flexibilidade.
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