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Sonho

Peter Rossi

Que história é essa?
Não me comprometa!
Só me comprometa!
Vida às avessas, e o que interessa?!

Eu sou o que me extrapolou,
Aliás… todos nós… somos o que nunca nos coube
O que pretendíamos fosse o fundo, mas
Que no fundo nada seria.
Que tonteria!
E se fundo não tivéssemos, por certo nada nos
Alcançaria.
Ao vivo ou a descoberto,
Acaso o caso fosse de verdade
E a verdade fosse o alcançável
Não estaríamos vivos,
Apenas ungidos pelo imaginável.

Seríamos o que quiséramos fossem nossos sonhos
Que não nos alcançariam, por certo,
Que não nos albergariam por descoberto,
Mas que descortinariam o por do sol ao inverso

Um brilho úmido e quente às avessas,
Uma vívida sombra sem brilho
Um brilho fátuo sem sombra
Mas o que nos diverte ?
É brilho no fim da tarde ou
Amanhecer que sempre aparece?

Acho que não sei … a saber não me proponho
Me deixo imaginar que já é
O que não seria … de novo, tonteria
Mas que no fundo do fim sempre seria
E será um simples sonho!

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