Novo ano pela frente. Antigas decisões não tomadas vão sendo repristinadas e, assim, a vida segue. São muitos os planos que, bem sabemos, não serão implementados. Mas somos assim mesmo, deitamos na cama da espera e nos cobrimos com nossos sonhos. Vida que segue!
A pensar aqui, no que poderei fazer de maneira diversa. Não posso me dar ao deleite de pensar muito pois certamente diversas questões eu trataria de forma diferente. Coisas da vida.
A gente se promete tanto e, ao mesmo tempo, se esquece dos sussurros encomendados ao pé do ouvido do ano que se avizinha.
Mas isso é bom, revive as esperanças. Deixemos esse amargor no escaninho do ano passado e sigamos em frente, até porque, no ano novo os dias se acumulam, como as folhas do calendário.
Continuemos a tentar fazer diferente, isso faz bem, nos permite sentir que podemos, de uma maneira ou de outra, atuar no leme de nossas vidas. E, de certo modo, é um reconhecimento de que podemos sempre ser melhores. E podemos mesmo!
Organizemos, então, todas as caixas das nossas vontades, nossos desejos, nossos sonhos, nossos propósitos, nossas obrigações, deixando as idiossincrasias de lado.
Uma caixa, em especial, deve seguir conosco à tiracolo, numa caixa de fácil e contínuo acesso. Nessa caixa devemos acomodar a nossa fé!
Sim, a fé é o que nos permite pronunciar todos os verbos e buscar incessantes adjetivos.
A fé, devemos aprender, é como um músculo. Ela precisa ser exercitada continuamente para se manter sempre forte, elástica, a suportar todos nossos sonhos e atitudes, inclusive a inércia.
Devemos mesmo cultuar a fé em plenitude, sem ela nada é possível. E não me refiro aqui a credos e religiões. Não! Falo sobre crenças, sobre acreditar. Sobre ter fé de que a fé pode ser alcançada e, com ela, o caminho até os sonhos ficam mais retos e transitáveis.
Pensemos sobre isso. A fé é o que nos motiva a dar novos passos, a visualizar novos horizontes, a enfrentar os desafios. A fé é a nossa galocha nos dias de chuva, nossa coragem diante do imprevisto, nosso casaco nos dias de neve.
Pois então, amigos, vamos acarpetar a vida para que possamos, mesmo descalços, caminhar com conforto, afinal, acreditamos, temos fé, que amanhã será melhor.
E, ainda que tudo se avizinhe de forma diversa, é com a paleta de cores da fé que poderemos pintar nosso melhor quadro.
A minha sugestão: coloquemos um pote de fé em cada ponta da barra do supino e cuidemos de exercitar. Se preferir, encha mochila de fé, calce um tênis, vista uma bermuda e uma regata e suba na esteira! Não exagere na velocidade. Devagar e sempre. A fé é paciente.
Feliz 2026 para todos!
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Dizem que, se você desejar algo verdadeiramente, o universo te atende.
Já desejei ganhar na loteria e nada! Já desejei empregos, e nada. Já desejei um grande amor, este então, o mais difícil.
Até que um dia, andando distraída, sintonizada com energias boas, o acaso vem e te protege, te fornece o necessário, “pois o extraordinário é demais “,já dizia o urso Balu, na história do Mogli.
Isto é ter fé!