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Aprendizado

Taís Civitarese

Durante alguns anos, no restaurante Glouton de BH, trabalhou um jovem garçom muito simpático chamado Michael. Sempre sorridente e gentil com os clientes, ele os recebia com saudações alegres e palavras brincalhonas. Ao atender a mesa, se lhe alguém lhe agradecia por algum prato ou bebida trazidos, ele respondia:

– Obrigado a você!

Eu achava engraçado ele responder assim. Como se fosse uma atitude inocente ou plena de ingenuidade social. Até que, após algum tempo, entendi a grandeza daquelas palavras.

Na cultura japonesa, as pessoas agradecem entre si na chegada, na saída e após qualquer palavra ou interação humana, ainda que quem tenha obtido ganho na situação seja o outro.

Atualmente, ao invés de pensar que isso seria um excesso de polidez desnecessário – e longe de querer compôr a onda de positividade tóxica que prega slogans infames tais como ‘gratiluz’ -, acho que Michael tinha razão. Há algo de realmente gratificante em poder interagir como indivíduos de forma pacífica, cordial e benévola. Em dar e receber, em sorrir e conversar, sobretudo em um mundo em que a hostilidade por vezes prevalece e as conexões reais estão em falta. Prestando atenção, os momentos de convivência por si só têm sim um grande valor. São eles que criam referência para memórias reconfortantes às quais todos precisamos recorrer.

Ele estava certo ao nos dar essa lição no simples exercício do seu trabalho de forma afetuosa e digna.

Querido Michael, por essas e por outras, obrigada a você!

Tais Civitarese

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  • Fiquei muito emocionado com suas palavras! Trabalhar no Grupo Leonardo Paixão foi uma das experiências mais especiais da minha vida, não apenas pelo aprendizado profissional, mas pela convivência com pessoas tão incríveis. Levo comigo cada momento, cada ensinamento e cada sorriso que compartilhei nesse tempo. Obrigado a você, de coração, por ter feito parte da minha história e por sempre ter me tratado com tanto carinho e respeito. Tenho uma gratidão enorme por tudo que vivi com vocês e guardo lembranças muito felizes dessa fase, De fato, eu me divertia muito atendendo cada cliente. Agradecia por poder viver aquele momento de servir e sinto prazer até hoje em fazer isso.

  • Muito legal, me lembro dele. Eu respondo “eu que agradeço, a um “muito obrigado”.

  • Tais querida, adoro seus textos. Sempre tão sensíveis e de uma compreensão das delícias (neste caso) ou mazelas da humanidade. Continue! Bjos

  • Parabéns Taís e Michael pela sensibilidade. O mundo está precisando dessa preciosa leveza de ser. Abraços

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