Categories: Silvia Ribeiro

O tempo não interfere no grisalho do meu coração

Silvia Ribeiro

Eu havia visto algumas frases relacionando amor/idade, e tentei me entrosar com elas sem sentimentalismo.

Várias comparações foram feitas entre o frescor da juventude e o fenômeno da carne madura. Ou seja, o tradicional embate entre as gerações.

Um discurso que antes parecia ser apenas uma reação de quem procura por um lugar no mundo, passa a afrontar a vida como uma espécie de claridade humana.

Algo que circula com solidez, conquistando pesquisas científicas, filosofias e papos de botequim. E nos resgata da posição de ter que pisar em ovos quando o assunto não é um arranjo simples.

Depois que batizaram a “velhice”, de terceira idade, e ainda por cima, lhe deram o apelido de melhor idade, gastar energia é inevitável e saudável. Seja, na academia, nas praças ou na cama.

Fiquei analisando sobre qual seria a fase da vida correta para se construir uma relação amorosa, e se existe de fato, um prazo de validade para sentir o amor de perto.

Particularmente, nunca atravessei esse corredor que nos leva à variações de tempo, e que dita o que pode ou não, ser vivenciado quando, o nosso corpo carrega consigo expressões inéditas, ou quando ele já sabe algo sobre a tirania do futuro, como um filme de terror que não termina.

Lido com o papel timbrado do cartório que marca a minha estreia aqui na terra, com o mesmo humor que encontro nos desenhos que se formam no meu rosto.

Aliás, alguns são bem discretos, já outros,  contam histórias do arco da velha.

Um aspecto importante é redefinir prioridades e administrar as nossas mudanças internas. Em último lugar, não se preocupar em desapontar as teorias alheias.

Após todo esse choque entre razões versus emoções, sintetizo:

O tempo não interfere no grisalho do meu coração.

Blogueiro

View Comments

  • Não há frases feitas e nem definições precisas porém, já nascemos predestinados a seguirmos o curso de uma vida normal seguindo as mudanças e transformações que irão ocorrer e não tenha dúvidas que é bem assim.Ja na adolescência nos deparamos com sentimentos e emoções que afloram em relação aos nossos pares e começa assim mesmo com a paquera e namoro e segue o curso até a manifestação destes sentimentos no altar. Não acaba aí e sim começa aí uma vida a dois que dentro das normalidades da vida nos levará a uma velhice isto é juntos ou não. Velhice essa exclusiva de cada um de nós e sempre lembrando que as pessoas de convívios neste momento cada um estará ocupado com suas vidas. Já não terão tanto tempo de dedicação para nós o que até ai é normal faz parte.

Share
Published by
Blogueiro

Recent Posts

Um cadinho da Genita

Por essa e mais uma ou duas terças, ainda vou me ocupar com minha rica…

1 dia ago

Ele se foi

Ele se foi. Senti uma pontada no coração. E agora? Como vai ser sem ele?…

2 dias ago

Um sonho meu

Rosângela Maluf Me agrada a ideia de um amor vivido gostosamente. Um amor sem cobranças, sem falsas…

3 dias ago

Novo ano pela frente. Antigas decisões não tomadas vão sendo repristinadas e, assim, a vida…

4 dias ago

Trabalho, trabalhadores e trocas

  Uma reflexão que tem me rondado recentemente é a seguinte: o capitalismo nos ensinou…

5 dias ago

Depois do fio, o salto: o calendário sonha

Sandra Belchiolina O Ano Novo também se sustenta por uma fantasia. Não tem barba, nem…

7 dias ago