Esperar por uma data especial.
Para usar aquela roupa de cama nova pensando numa boa companhia, estrear o pijama incrível que tem o poder de deixar a nossa gaveta mais gostosa, usar um perfume caríssimo como se fosse um pequeno hábito.
Se acariciar com um óleo de banho sexy com segundas intenções, dançar abraçada ao tempo e olhar as suas marcas com gentileza, criar algum evento inusitado para se alimentar de gente, misturando risos e lágrimas.
Tirar do fundo do armário aquela baixela de prata que traz emoções antigas, e que vive escondida há anos sem que a gente perceba, encher todos os cômodos da casa de flores para se divertir, tal qual, um artista num picadeiro, mostrar ao coração que ele não está sozinho, e que existem possibilidades infinitas de alguém chegar para visitá-lo.
Dar uma pausa no meio do dia para acolher a mente com exercícios de respiração, comer uma engordativa feijoada, ou um prato de salada tão verde quanto a nossa esperança de estar em boa forma, usar o telefone sem o medo de se empalidecer com uma recusa do outro lado da linha.
Pegar o álbum de fotografias e morrer de saudades daquelas figuras que vivem ali dentro, ouvir uma canção que transborda cores e sabores, comprar uma passagem para viajar sem sair do lugar, ler uma poesia em voz alta para que as palavras conversem com várias partes do nosso corpo.
Manter uma relação íntima com a nossa adolescência para expandir os sonhos, criar reticências longas nas nossas histórias de amor, retribuir com gratidão as linguagens secretas do universo, ainda que isso pareça impossível.
A vida fala:
Não espere pela contagem regressiva.
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Somos donos de nossas escolhas, porque não?
Exatamente!
Seu texto me proporcionou uma viagem ao meu passado. Muito bem escrito
Obrigada!
ÓLEO SEVEN SABOR MORANGO HUMMM QUE DELÍCIA
Esperar, esperar, esperar...
Meio comum fazermos nossa vida uma lista de esperas, um relicário de expectativas e emoções contidas, adiando tudo para quando ou depois, e de repente acordar no futuro sem ter vivido o passado, e tendo desperdiçado todo o nosso presente, onde realmente a vida é vivida. Onde, e só onde a vida acontece.
Vivemos no automático.