Sentado no banco dos réus, o ex-presidente da República Federativa do Brasil, em suas declarações finais de seu depoimento, olha nos olhos de seu algoz, o juiz parcial que julgará seu processo que pode sentenciá-lo a décadas de prisão e, altivo, pede autorização para fazer uma simples pergunta, o que é inusual em uma audiência: “Vou chegar em casa amanhã e vou almoçar com oito netos, e uma bisneta de seis meses. Eu posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que vim aqui prestar depoimento a um juiz imparcial?”
Com esta pergunta, Lula desmascarou e expôs ao mundo a parcialidade do juiz Sérgio Moro, que, em sua dobradinha ilegal e nefasta com o Ministério Público, especialmente na pessoa de Deltan Dallagnol, o coordenador da Força Tarefa da Operação Lava Jato, o perseguiram até conseguir sentenciá-lo sem nenhuma prova a nove anos e meio de prisão.
Após 580 dias de sua prisão ilegal, Lula estava certo quando acusou a parcialidade do juiz Sérgio Moro, o Batoré de Toga e Boquinha de CD Player da República de Curitiba.
Lula virou presidente pela terceira vez, enquanto Moro recebeu sua condenação, o carimbo de “Juiz Parcial” pelo STF.
A altivez de Lula contrasta (e muito) com a covardia de Jair frente a frente com Alexandre de Moraes.
Quando poderia repetir todas as suas acusações ao STF e TSE, Jair, o brincante palhaço Bozo, pediu licença para fazer uma piada. Inelegível e quase preso, convidou o Xandão para ser seu vice em 2026.
O país inteiro viu um Jair acuado feito um rato.
Na hora H, o mito peidou pra dentro e cagou na retranca.
Aquele que esbravejava ferozmente contra o STF de cima dos palanques e trios elétricos alugados por Malafaia, de repente se transformou no tiozão de churrasco que repetia no cercadinho as piadas do Paulinho Gogó ao invés de governar o país.
Naqueles intermináveis minutos do seu depoimento, Jair, com toda a sua desfaçatez, negou veementemente que tivesse arquitetado o sonho de sua vida: um golpe de Estado.
Contra todas as evidências e indícios colhidos pela Polícia Federal, contra a delação de Mauro Cid e o depoimento dos generais que o incriminava, e contra até mesmo a minuta do golpe encontrada na sua mesa na sede de seu partido, o Libera Geral, Jair só tinha sua garganta com soluços em sua defesa.
“Golpe é abominável”, disse o homem que, durante os quatro malditos anos de seu desgoverno, cogitou, rabiscou, sugeriu, flertou, incentivou, ameaçou e sonhou com uma nova ditadura.
Ver Jair & seus generais and ministros prestando contas no banco dos réus, acuados e covardes, foi para mim quase tão gostoso quanto ver o Bruzeirinho por 3 anos seguidos participando do BBB.
Tomara que nossa soberania jamais dependa desses fardados verde-oliva. Com tanta demonstração de coragem, creio que seríamos aniquilados com paus e pedras por qualquer país periférico, miserável e sem água potável do planeta.
Foi também muito engraçado ver Jair se livrando dos patriotas que ficaram por mais de 70 dias acampados em frente ao quartel pedindo a intervenção das forças armadas. O gado amarelinho foi chamado de “aqueles malucos” pelo mito que tanto veneram.
Puro deboche. O melhor humor é sempre o involuntário.
A única coisa que me deixará triste quando Jair for em cana é não mais poder desfrutar de seu stand-up de vigésima segunda categoria.
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