Na minha rua há uma guarita
Que vigia e que vela.
O guarda que guarda
Guarda segredos,
Guarda o silêncio
Que em nós se revela.
Guarda da vida,
Guarda que espera,
Aguarda o livro,
Aguarda a taça — o vinho
Guarda o segredo do moço,
Guarda a luz na varanda,
Guarda-chuva no canto,
Guarda que guarda e aguarda.
A vida que passa,
O cachorro que espera o dono
Guarda o nada,
Guarda o todo.
Aguarda a vida que escapa,
Passa a vida que aguarda,
Guarda do outro,
Guarda de si,
Guarda o mistério.
Na guarita, o guarda aguarda.
Molhado de tempo.
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O guarda não agrada ninguém
Guarda dos outros o vaivém.
Bem bonito! Ver o tempo que atravessa a vida perto de nós, dentro e fora, com o âmbito do infinito. Andreia P. Mahfoud
Belíssimo poema! Parabéns! Inspira e instiga a reflexão! Eu sou o que guarda ? O que tudo vê? Molhado de tempo !!! Adorei !!
Muiyo bom! Parabéns!