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Amor correspondido

Silvia Ribeiro

Amor correspondido…

É um bem-estar da alma que chega com um alvorecer de loucuras que te alisam, um olhar que te traz um tesão exclusivo, um viço que faz o seu coração dizer que precisa voar e o fascínio de seduzir e ser seduzido.

Uma percepção que acalma a sua euforia e te entrega uma emoção descansada!

É um tempo que não se extingue, uma espera ceifada, uma fantasia guardada no bolso, uma fogueira em gestação, um pressentimento que se manifesta e um encontro de corpos que se fartaram.

A transa de um poeta e a poesia!

É um lado mimado que te ensina loucuras que tem salvação, um poder impressionante que sabe tudo sobre os seus desejos, uma asfixia que não mata, a eficácia da felicidade e uma adoração sem reza refletida no espelho.

Um ponto de partida que se aprende com grandes mestres!

É uma palavra em desjejum, uma faca que não corta, uma urgência que canta, uma lembrança bem guardada, uma energia vital sem grande esforço, um agasalho fazendo graça e um abraçar que fica lá no fundinho tentando chegar ao seu destino. 

Uma entrega fulminante e tudo o que sobrou de seu!

É a felicidade bisbilhotando as janelas da nossa condição humana, a maturidade de um faz de conta, um fio de esperança que não se desfaz, ilusões iluminando o seu picadeiro, um otimismo fresco que chega de manhãzinha e a saudade faladeira contando boas histórias. 

Trazer alguém pra dentro de si com toda a sua estrada!

É um perfume ousado na hora certa, uma imagem que fica na cabeça danadamente, uma aventura mútua, um batom indisciplinado deixando marcas, um dom que cumpre um papel divino e todas as descobertas que mudam os ciclos da vida. 

Possuir alguém mesmo à distância!

É simbolizar os trechos da vida que ainda não foram vividos, acolher as lágrimas órfãs que precisam de um ninho, transformar todos os impossíveis em realidade e entender as folhas outonais que caem nas suas paisagens apenas para enfeitar os seus dias.

Um passaporte que dá liberdade ao coração! 

Amor correspondido- é entregar de presente o “eu te amo” que permaneceu clandestino. 

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