Qual é a profundidade das suas raízes?
Recentemente, eu fiz uma viagem para Tiradentes e tive a oportunidade de conhecer uma vinícola muito charmosa. Ao sabor de vinhos deliciosos e desfrutando de companhias especiais, pude conhecer um pouco mais sobre o processo de produção dos vinhos e me surpreendi com a sua delicadeza.
Tantos elementos precisam se alinhar para que a uva seja aperfeiçoada, a safra seja bem sucedida e o vinho conquiste o paladar de apreciadores. Sejam os fatores naturais, como a pluviosidade média anual, a altitude do vinhedo, o clima e as condições do solo, ou a assertividade nos processos de plantio, colheita, industrialização, fermentação, armazenamento ou engarrafamento, cada etapa precisa ser minuciosamente observada e cuidada.
Em meio a tantos aprendizados que eu estava colecionando, um comentário chamou a minha atenção! No vinhedo do Sul de Minas onde as uvas são produzidas, não é feita a irrigação das árvores para que elas desenvolvam as suas raízes e busquem água e nutrientes em solos mais profundos.
Achei poético! A perfeição da natureza sempre me surpreende…
Ela me recorda que a água fácil, vinda de cima, faz com que as raízes se acomodem na superfície. É muitas vezes diante da falta e das adversidades que as árvores exploram as profundezas para superar os desafios. O processo é silencioso e acontece onde ninguém consegue ver, mas ele sustenta toda a grandeza das intempéries trazidas pelos dias de tempestade e de ventos fortes, bem como das flores e dos frutos que virão.
O cultivo demanda mais paciência, resiliência e tempo, mas é preciso esperar, ter esperança. Afinal, a maturação é singular para cada vinho.
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