Quem é você diante do conflito, da dificuldade? Como você se comporta nos momentos de pressão e estresse que permeiam o seu cotidiano? Qual lado seu você revela quando se depara com a crise?
Recentemente, iniciei um estudo sobre como o ser humano se comporta diante da mudança e, no processo, tive a oportunidade de me conhecer mais profundamente. Eu não sei se estas curiosidades vão te tocar como fizeram comigo, mas espero que sensibilizem o seu olhar para si e para aqueles ao seu redor.
Vou iniciar essa reflexão com uma breve e rudimentar lição de biologia. Diante da crise, de situações percebidas (física ou psicologicamente) como ameaçadoras, perigosas ou desconhecidas, o ser humano demonstra a tendência de ativar o mecanismo de luta ou fuga, uma resposta fisiológica essencial à sobrevivência da espécie. Nela, tem-se a liberação de hormônios, como adrenalina e cortisol, que aumentam a frequência cardíaca, a pressão arterial, os níveis de glicose no sangue e sua utilização pelos músculos e pelo cérebro. No processo, uma variedade de emoções, como medo, ansiedade e raiva, são desencadeadas.
Por sua vez, de forma dinâmica e sistêmica, o ser humano desenvolveu posteriormente em sua história evolutiva um segundo mecanismo que pode atuar ou não de forma concomitante ao primeiro e que é ativado em ambientes que oferecem segurança, suporte e incentivam o crescimento, a exploração e a criatividade. O seu acionamento não é feito de forma tão imediata, porém mais gradual e nele tem-se a liberação de hormônios, como a ocitocina e vasopressina, que predispõem ao engajamento social e resultam em maior confiança e colaboração.
Espero não tê-lo entediado, mas se chegou até este ponto, eis o começo da minha reflexão: ambos os mecanismos respondem de forma sistêmica, com eficácia ou não, a distintas circunstâncias e geram múltiplas reações emocionais, entretanto, em geral, o segundo é facilmente dominado pelo primeiro, que é mais imediato e essencial. Este promove um estreitamento do foco da mente na situação de perigo ou ameaça, que passa a se concentrar nos desafios de curto prazo e que desencadeiam comportamentos mais reativos e paliativos.
A contemporaneidade e o seu o excesso de informação, a corrida contra o tempo, os prazos, as metas e responsabilidades reforçam diariamente essa inclinação que nos é tão natural e, quando nos demos conta, não sobra tempo para que a reflexão e criatividade permeiem os nossos pensamentos, processos e as nossas tomadas de decisão.
Enxergar as infinitas possibilidades e oportunidades que nos rodeiam exige a ampliação da nossa mente, a virada de chave, a saída da inércia. Com qual lente você está observando o seu cotidiano? Saiba que o olhar atento, o interesse, a curiosidade e o encantamento podem ser diariamente cultivados.
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