Foi então que eu resolvi descomplicar as coisas.
Deixar a rotina mais amena, os afazeres menos bruscos, e lutar com veemência pra dar um chega pra lá no meu perfeccionismo.
Nos dias atuais a falta de tempo tem sido o maior inimigo das pessoas. As vezes não conseguimos criar uma maneira de viver passo a passo, e sair do piloto automático. Atravessamos o “dia a dia” sem perceber o que ele quer nos dizer, e o que fazer pra deixá-lo com uma carinha mais feliz.
Cansa ser pra sempre a queridinha dos problemas que não se pode substituir, e daqueles invencíveis problemáticos. Pessoas que pra cada solução encontram um novo problema.
Resolvi me permitir não carregar o mundo nas costas, e isso trouxe um axé novo para as minhas encanações. É como se todos aqueles torcicolos tivessem sido curados sem uma intervenção humana. E eu adoro quando acontece essas esquisitices.
Estou me sentindo mais dentro do esquadro e querendo continuar enchendo o meu travesseiro de paz. E é aí que a vida se comunica comigo.
Larguei aquelas perguntas desesperadas, aqueles ponteiros me mandando sair do lugar, e aquele jeito de salvadora da pátria.
Hoje, a vassoura ou espanador só me encontram quando eu quero, o fogão só funciona quando eu decido, e a máquina de lavar tem os seus dias de visita. E nem adianta espernear. Essa agora sou eu.
Aqueles palpites furados sobre o que eu devo ser quando crescer, cortei em pedaços pra não dar cria. E imaginei um monte de gente calçando os meus sapatos, ouvindo as minhas queixas, superando as minhas falhas, engolindo os meus soluços. E tomando os meus remédios.
E cá pra nós, duvido que alguma língua que adora fazer o papel de mestra das soluções queira descascar esse abacaxi.
Trocando em miúdos:
Não podemos enfiar todos os nossos costumes dentro de uma lixeira, mudar os nossos gostos da noite pro dia, nem tampouco apresentar para o espelho alguém que acabou de nascer. Até porque, lá se foram alguns anos.
Mas podemos sair de fininho quando achar que aquele lugar tá apertado, colocar algumas praticidades na bolsa, e sentir alegria por estar vivo- exagerando no clichê. E quem não gostar que se esconda atrás da moita.
A gente só precisa do hoje pra:
Dar uma espionada no Kama Sutra, sentir aquele abraço que ficou entalado na garganta, deixar que alguns sorrisos nos alcance, pra não desistir de uma noite inteira de amor. E perceber que o tempo vai nos mandar mensagem.
A gente só precisa:
Fazer as vontades dos nossos corações.
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E deixa as águas rolarem!
É isso aí.
...se encontrar, simplesmente isso!
Ou reencontrar né?
Parabens Silvia......
Obrigada!