As mãos são muito donas das coisas. Tudo veem. Para tudo impressões, muitas. Há uma arrogância nos movimentos, na contração das falanges, no entrelaçar demasiado elegante dos dedos. As unhas garras. Diante do fogo as mãos se cruzam, as mãos se lavam, as mãos se calam. É fácil insinuar a rota, dando a palma sem pigmento a uma cigana que lê nortes. Velhas as mãos tremem, não agarram mais objetos, pessoas, pensamentos, não obedecem aos comandos. As mãos tornam-se crianças, se atrapalham, se atropelam, se chocam. A pele feita dobradura, feita pele em banho maria. As mãos desistem. As coisas então tornam-se donas das mãos. E aí começa o balé!
CONTATO
Instagram e Facebook: @luisadabahia
E-mail: paraluisabahia@gmail.com
Youtube, Spotify e outros: Luísa Bahia
Sandra Belchiolina “Existe um momento na vida de cada pessoa em que é possível sonhar…
Daniela Piroli Cabral contato@danielapiroli.com.br Dizem que à medida que envelhecemos o tempo costuma passar mais…
Eduardo de Ávila Muito antes de Ferreira Goulart lançar essa pérola para a humanidade, confesso…
Victória Farias Essa noite, sonhei que meu corpo era feito de purpurina. Nem azul, nem…
Silvia Ribeiro Mil fantasmas assustando o coração de uma menina. Ela não sabe nada de…
Mário Sérgio Amigo hospitalizado, na UTI, por um acidente de trânsito. Seu estado provocava comoção.…