Eu só queria soltar meu corpo, como se estivesse dentro de um balanço, de frente para a montanha e de costas para o mar.
Queria poder guardar meu coração e senti-lo quente, amando como uma criança ama. Sem vergonha, sem limite.
E também sentir meu espírito derretendo dentro do corpo cansado do dia. Uma expiração, 10 elefantes descendo dos ombros.
Sonhar acordada sem desesperar. Sorrir pensando no futuro e no farol que banha o oceano todas as noites.
Ouvir a risada de quem pisa forte e breve no chão e se orgulha da poeira que levanta.
Me alargar feito a vista do Lajeado. Sentir o cheiro de bosta de cavalo e do café recém passado.
Sumir na linha do avião que traça seu destino no céu.
Evaporar junto da lágrima que some antes de encostar a boca.
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